Descarbonização é a palavra de ordem

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tweet
Compartilhar no linkedin
Publique
Compartilhar no whatsapp
Encaminhe
Compartilhar no email
Envie

Newsletter

Receba notícias por Whatsapp

Receba notícias pelo Telegram

Até 2018 os principais fundos de investimentos focados no ESG – outrora também conhecidos como Fundos Verdes – faziam captação de USD 5 BI. Em 2019 o montante saltou para USD 22 BI, o que, por sí só, já explica sua importância no mundo atual.

Cuidar adequadamente da governança corporativa e das ações socioambientais é um desafio global, sistêmico e que independe de governos. A sociedade civil organizada já prioriza a Agenda da Descarbonização no universo dos negócios e os grandes investidores voltam suas atenções e baterias para ela.

Mais que um desejo, a descarbonização tornou-se uma agenda mandatória e não é difícil se chegar a esta conclusão. De quatro lives das quais participamos na semana que passou, três (promovidas pelo GRI Brasil,  Ciesp Campinas e Cosan) apresentaram esta inequívoca conclusão. E mais: os escândalos de corrupção no Brasil forçaram as organizações a vigiar melhor suas práticas de governança corporativa em geral; agora é a vez de dar (a merecida) atenção à governança climática, porque a natureza já colocou as mudanças em marcha e elas não vão esperar os carimbos das repartições.

REAÇÃO

Depois de abatido pelo encolhimento econômico, e esta brutal pandemia que vivemos ainda, inibindo algumas ações de ordem prática, o mercado de capitais mostra reação. O Ibovespa oscilou no primeiro semestre com tantas, digamos, emoções vividas no mundo político internacional e no plano interno também. Mas os investidores profissionais se saíram bem. Teve ação rentabilizando, no período, acima dos 50% (MGLU3) e até ultrapassando os 70% (BTOW3), enquanto o índice hoje encontra-se acima dos 100 mil pontos.

IPO

De ânimo renovado, o investidor já poderá ir ajeitando a sacolinha para ir às compras. A Plano&Plano, empresa controlada pela Cyrela, e voltada à habitação popular, entrou com pedido de registro para ofertar ações no mercado.  Do mesmo setor, a You Inc. deverá estrear na B3 no dia 5 de agosto e a Riva Empreendimentos, empresa voltada à classe média e controlada pela Direcional, também poderá bater o sino nos próximos dias.

IPO 2

O Grupo Soma (dono da Farm e Animale) deverá fixar o preço da ação no dia 29 próximo. Está, portanto, prontinho para a estreia também. Com aprovação do Conselho da Profarma, sua controladora, a d1000 Varejo Farma não quer perder a onda e prepara-se para negociar ações em mercado de balcão.

IPO 3

No último dia 13 a Ambipar – companhia voltada ao meio ambiente – fez seu IPO, captando R$ 1 bilhão. Já a Iguá Saneamento, que possui 10 concessões em cinco estados brasileiro, aguarda o “momento ideal” para anunciar sua estreia no Novo Mercado. O processo já está pronto e deverá ocorrer em breve. 

FOLLOW ON

A esses IPO´s acima somam-se as ofertas secundárias, para saciar o apetite dos investidores. No primeiro semestre Centuro e Via Varejo fizeram follow on. E a partir de agosto deverão ser anunciados pelo menos mais três para 2020. Se confirmados, e somados a estes da Irani Papel e Embalagem e do Grupo Dimed do dia 24 último, serão sete no ano.

NOVO MERCADO

A Irani (listada desde 1977 na Bolsa brasileira) tem compromisso com a B3 de entrar em 2021 já listada no Novo Mercado. Recentemente a CVM pediu para que reapresentasse os balanços de 2016, 17 e 18 por discordar da contabilização da venda de florestas. A companhia refez os documentos e na última sexta-feira (24), durante passagem pela Bolsa para o follow on, reforçou a proposta de migração para o NM nos próximos seis meses.

NOVO MERCADO 2

Quem anda de olho em um patamar mais alto de governança, também, é a Guararapes. Tanto que o presidente do Conselho da companhia, Flávio Rocha, disse: “Não há motivos para ficarmos de fora do Novo Mercado”. Migrando para este segmento, a empresa aumentaria seu free float dos atuais 17,25% para 25%, tendo como contrapartida maior liquidez.

VERDES

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) promoverá uma série de três eventos para discutir “Tendências sobre Títulos Verdes e Sustentáveis no Brasil”. Iniciativa tem apoio do BID, da B3, da SSE Initiativem, além do Laboratório de Inovação Financeira –  o LAB, que reúne a Associação Brasileira de Desenvolvimento, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a CVM, em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, a fim de promover as finanças sustentáveis no país. 

O primeiro evento ocorrerá no dia 29 próximo e os demais nos dias 12 de agosto e 9 de setembro. Todos serão online.

ÍNDICE CDP

O CDP América Latina, escritório regional do CDP Global, organização internacional sem fins lucrativos que mede o impacto ambiental de empresas e governos de todo o mundo, lançou no final do mês de março de 2020 o Índice CDP Brasil – Resiliência Climática (ICDPR-70), com apoio técnico da Resultante Consultoria. Em junho último a sua carteira apresentou valorização de 7,36% no mês, registrando ganho acumulado de 37,27%, desde o seu lançamento.

Com o objetivo de estabelecer uma relação entre divulgação de informações ambientais e desempenho financeiro, o Índice CDP se baseia na valorização de uma carteira teórica, composta por ações que atendem tanto aos critérios de score do questionário de clima da entidade como a critérios de liquidez do mercado.

ÍNDICE 2

Importante: o cálculo da carteira do CDP é feito com base em critérios técnicos, qualitativos e quantitativos, e não constitui recomendação de investimentos. A construção deste cálculo passa por cinco fases: Elegibilidade, Ponderação e Construção, Validação, Disclosure e Monitoramento.

A validação é feita pelo Conselho Técnico Consultivo que inclui ABRAPP-Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, PREVI-Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, ICLEI, iBluezone, ABRASCA-Associação Brasileira das Companhias Abertas, PRI-Principles for Responsible Investiment, APIMEC-Associação dos Analistas e Profissionais do Mercado de Capitais, COPPEAD UFRJ-Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, AGGREGO Consultores, Universidad de Santiago do Chile, B3, SulAmérica, Banco do Brasil, ANBIMA-Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, IBRI-Instituto Brasileiro Relações Com Investidores e CEBDS-Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

THINKING

A Iguá Saneamento abre inscrições para o curso online e gratuito de Design Thinking. A metodologia, praticada nas startups e empresas mais inovadoras do mundo, será apresentada em três encontros durante o mês de agosto. “Avaliar os desafios e desenvolver soluções de forma ágil com foco no cliente são atitudes que valorizamos e promovemos através do DNA Iguá. Com isto, queremos alcançar pessoas interessadas em trabalhar essa habilidade e trazemos a provocação adicional de pensar ideias que ajudem o setor do saneamento, tão essencial à melhoria econômica e social do país”, explica Péricles Weber, diretor de Operações, Clientes & Transformação da companhia.

NOVOS TEMPOS

A Cummins Inc. (NYSE: CMI), empresa instalada no Brasil desde 1971, produzindo motores, filtros e geradores de energia, divulga seu 17º Relatório Anual de Progresso em Sustentabilidade, abrangendo o desempenho da empresa em 2019 em questões ambientais, sociais e de governança.

Em nota, no início do relatório, o CEO Tom Linebarger assinala o compromisso de “lutar ativamente contra o racismo sistêmico, continuando a longa jornada de promoção da justiça social da empresa”.

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Leia também