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Crise e Sucessão nas Empresas Familiares no Mercado Automobilístico

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Os efeitos da crise que o país atravessa chegaram ao negócio de veículos desde o início do ano. Mai uma vez, a indústria automotiva brasileiras momentos difíceis, com perspectiva de melhora a uma distância considerável. Depois de muitos anos de crescimento, durante os quais montadoras e fornecedores realizaram lucro recorde, as dificuldades parecem não ter fim.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, ANFAVEA, foram apresentados os resultados de julho e do primeiro semestre da indústria automobilística. O levantamento apontou a produção de 184 mil autoveículos no sexto mês do ano, que comparada com as 210, 4 mil unidades fabricadas em maio significa queda de 12,5%.

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As questões que envolvem o cenário nacional são complexas e de difícil solução. Ser empresário no Brasil, na atualidade e mesmo em outras épocas, é sinônimo de criatividade, persistência e resiliência. Nos últimos meses, os sobressaltos vivenciados pelas empresas e pela sociedade em geral envolveram: aumento de impostos, redução do consumo, disparada do dólar, entre outros fatores que fazem com que o cenário fique nebuloso e incerto, além dos impactos no cotidiano, reflexo do aumento dos combustíveis, aumento das tarifas de energia, escassez de água.

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Muito embora o empresariado tenha que lidar com as dificuldades existentes na economia nacional, tendo períodos com maiores ou menores obstáculos ao crescimento organizacional, a empresa familiar sobrevive às intemperes, e continua sendo predominante na economia do Brasil e do mundo.

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As organizações de natureza familiar são as maiores geradoras de emprego e renda neste país. Estima-se que empregue cerca de 60% da mão-de-obra brasileira, e que promova 48% da produção nacional.

Além disso, a imagem que a própria organização apresenta frente ao mercado está diretamente vinculada à personalidade do patriarca. Seus princípios e valores são incorporados no modo de atuação da empresa e definem a identidade organizacional. Como substituir uma figura tão carismática quanto esta? Será que o herdeiro terá a mesma força para manter a empresa no mercado, mesmo em época de crise?

O perfil do fundador é decorrente de sua vivência; dos altos e baixos que teve que enfrentar; da opção por ser um empresário, com todos os percalços e conquistas que esta profissão demanda; da perseverança para realizar seu sonho.

Banco de escola ajuda, mas não oferece a bagagem necessária para que o herdeiro suceda o homem forte que montou a empresa, e que muitas vezes sacrificou tudo para que os negócios prosperassem.

Portanto, o êxito da sucessão está no fato de ser planejada. A sucessão deve ter regras, inclusive com etapas a serem cumpridas pelo sucessor, e resultados mensuráveis durante o período de qualificação. O processo demanda tempo para formar e desenvolver o sucessor, e uma boa dose de disposição e disponibilidade por parte de quem vai conduzir este processo. É preciso conduzir um Programa de Qualificação de Sucessores.

O ideal é que o fundador seja o mentor do sucessor. Ninguém conhece a empresa melhor do que ele.

O primeiro passo para a elaboração do Planejamento Sucessório é definir o escopo do cargo a ser ocupado:

  • Quais são as competências técnicas para o cargo?
  • Quais são as competências comportamentais? Não basta definir quais são os comportamentos, mas descrever o que cada padrão de comportamento significa para a empresa. Ex.: Ética – Age de acordo com valores éticos e morais, gerando credibilidade e confiança junto àqueles que fazem parte do seu convívio diário: Colegas de Trabalho, Clientes, Parceiros e Fornecedores. Cumpre promessas com segurança; diz a verdade; conclui os compromissos.
  • Quais são os maiores problemas a serem enfrentados?
  • Quais os principais desafios do cargo?
  • Entre outros fatores… O importante é estabelecer o perfil do cargo, e os requisitos essenciais para ocupá-lo.

Uma coisa é certa, não só as empresas vinculadas ao mercado automobilístico, mas as organizações de natureza familiar de forma geral sobreviverão rumo às próximas gerações, com uma estrutura profissionalizada, que permita ultrapassar, tanto as crises econômicas, quanto os problemas cotidianos. Incluem-se neste último, as ações de Planejamento Sucessório, e os Programas de Qualificação de Sucessores. Este é um grande desafio que permite a perpetuação dos negócios de família.

Domingos Ricca

Domingos Ricca

Sócio-Diretor da Ricca & Associados Consultoria e Treinamento, Conselheiro Fiesp e Conselheiro do COMPI - Conselho Superior da Micro, Pequena e Média Indústria , sócio da Revista Empresa Familiar. Consultor especializado em Empresas Familiares. Certificado em Governança Corporativa pela SQS Suíça e Fundação Vanzolini. Idealizador e apresentador do Programa Vida de Empresário.

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