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Crise do coronavírus e desemprego

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Prof. Rodrigo Antonio Chaves da Silva

As conquistas alcançadas até o ano passado, pela gestão do atual governo, fora as dos governos anteriores (como resquício), que visavam o melhoramento da sociedade e do emprego, foram lamentavelmente perdidas com a crise do Coronavirus.

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Não podemos deixar de reconhecer o esforço de todos os governos nacionais na luta contra o desemprego. O que mudava obviamente era a forma. A nosso ver o modo de melhorar o emprego é reduzindo a tributação e aumentando o número de empresas, isto é, reduzindo a burocracia e a intervenção do Estado, na absorção da propriedade privada. A filosofia política do atual governo é a mais liberal, embora haja também com medidas estatistas. As dos anteriores, era por meio do Estado, portanto, absolutamente estatista declarada. Destarte, cremos que a melhor forma é com mais liberdade empresarial, todavia, alguns governos conseguem manter o emprego com outras maneiras. O importante é tentar multiplicar os empregos. Todavia, um aumento de emprego com endividamento público e aumento de impostos, realmente é uma contradição, um “tiro pela culatra”.

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Alguns no país geraram empregos, todavia, com a máquina muito engessada, o que prejudicava realmente a dinâmica econômica, apelando para as reformas, coisa que terrivelmente, no Brasil, não anda com velocidade, fora a falta de vontade de alguns políticos em fazer as alterações.

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Mesmo o Brasil tendo um pleno emprego em diversos anos, com alta taxa de tributação chegando a 60% no geral, o efeito seria adverso ao conseguido.

De dois anos para cá a situação tem se mudado com um discurso diferente, claro que a melhoria do emprego começou, depois de um endividamento que chegou a 90% do Produto Brasileiro no ano de 2016.

No fundo tentavam, nos últimos quinquênios, angariar emprego, favorecendo ao desemprego, porque não houve redução efetiva dos impostos, e muito menos do endividamento da máquina pública.

Quem paga os impostos e a dívida pública é a população nacional. Então, podemos dizer que a conta ficava para o trabalhador brasileiro. Se ganhava aqui e se perdia lá na frente, porque o processo, a forma, era errada, embora, às vezes, até com boas intenções.

Um determinado político, em processo de eleição, recentemente, disse que conseguiu fazer cerca de 10 milhões de empregos, todavia, a cada um milhão de empregos, analisando a dívida pública, nos anos que estava no poder, cerca de 100 bilhões ele endividava a máquina, o que era um absurdo para as contas públicas e para o trabalhador brasileiro que iria pagar a conta.

O pensamento é simples, e o raciocínio é fácil, consideramos emprego real, quando há naturalmente existe oferta de emprego pelas empresas, pelo incentivo do governo a menos impostos, e obviamente, quando a máquina permite indiretamente se empregar sem se endividar, isto é, com equilíbrio fiscal, e com controle das contas públicas, fora disso, o emprego fica sendo um elemento absolutamente artificial, como um tipo de ativo sem retorno ou sem eficácia no contexto da sua integralização.

Dar emprego, e endividar em tantos bilhões o setor público, não é emprego real, isso é aumento de dívida para o povo brasileiro, sem retorno real à sociedade, portanto, a forma conta muito na manutenção e produção de empregos.

O correto no Brasil é o emprego surgir facilmente com menos burocracia e mais facilidade empresarial.

O crescimento das empresas gera crescimento dos empregos, e com isso melhoria econômica.

Concomitantemente, uma máquina que tribute menos, facilitando o potencial empregatício, com menos custos de encargos –  embora acreditemos que o trabalhador tenha que ter as garantias de trabalho, e ainda, alguma reserva caso fique desempregado -, tem que existir em equilíbrio.

O ideal é muito oferta de trabalho para que se possa escolher um emprego onde quer e como quer.

Isso ainda não existe no pais lamentavelmente, existe de uma maneira torta, e não adequada em nosso entendimento.

Um dado interessante é que tínhamos uma faixa de 15 milhões de desempregados, na crise que chegou até o ano de 2016. Depois reduziu-se em mais ou menos 1 milhão este número. Nos últimos dois anos chegamos a ter menos 2 milhões de desempregados. Ou seja, os números de desemprego estavam caindo vagarosamente. O resultado do desemprego foi a política de endividamento e desequilíbrio fiscal que aconteceu vagorosamente nos últimos 20 anos.

Mas, em um mês de paralisação social, perdemos todo este potencial de redução de emprego claramente, e o desemprego aumenta mais.

Isso por uma questão simples, a paralisação social gera automaticamente menos circulação econômica e menos logística, com isso temos muito menos vendas e menos custos, logo, menos emprego, porque não há demanda a ser atendida, e muito menos capital para pagar os trabalhadores.

É um efeito simples de se analisar num raciocínio causal:

  1. O emprego é provocado pelas empresas;
  2. As empresas empregam quando têm prosperidade;
  3. A prosperidade é causada por aumento de vendas e circulação financeira;
  4. Se a sociedade para de consumir, ela para de comprar;
  5. Então, com menos compras e consumos, as empresas param de vender;
  6. A queda do ritmo econômico e empresarial faz perder a prosperidade;
  7. A circulação financeira e os lucros começam a cair;
  8. O emprego então tende a ser perdido porque não há capital para pagar.
  9. Então, com a paralisação social temos menos prosperidade;
  10. Menos prosperidade é igual a menos capital sobrando;
  11. Isso gera então queda da prosperidade e aumento das falências dos empreendimentos;
  12. Portanto a falência e falta de desenvolvimento provocado pela crise, gera desemprego.

Nestes raciocínios, com a paralisação causada pelo Coronavírus, já é fato que estamos chegando a 13 milhões de desempregados, além do que já tínhamos, com um aumento de quebra de empresas extraordinário.

Os primeiros setores a demitir foram os de transporte, depois do comercio atacadista de roupas, depois algumas indústrias e firmas de produção de produtos ornamentais, e assim por diante. O setor de construção continua a se manter. A crise está começando a ficar mais controlada. Mas um esfriamento de 15 dias igual ao que aconteceu na China, nas cidades administrativas, que segurou o vírus, não funcionou no Brasil, o que é muito interessante. Não há na mídia nacional notícia de casos na China. Será que o vírus foi destruído lá? Que não há menção atual, não há!

Todavia, com a crise, o desemprego vai “matar” mais gente que o vírus, estamos já nesta semana em 13 milhões de desempregados por conta da paralisação; a renda não poderá ser mantida pelos bilhões que o governo está dando, se as empresas não tiverem como trabalhar normalmente, não se terá onde tirar a renda, portanto, lamentavelmente, pela miséria, pela carestia, muitos mais morrerão de fome ou de necessidade, que o ataque do vírus que hoje contaminou no país cerca de uns 4 milhões arredondados, numa população de 210 milhões.

Temos danos no comportamento humano por causa da paralisação, muitos também não estarão aptos para voltar ao trabalho normal, no final do ano, pois, a crise gerou aumento de depressão, pânico, angustias, e danos psicológicos; fora o número de suicídios que aumentou também com tal situação. Esse “matar” é muito pior: como podemos manter ou recuperar a força de trabalho com indivíduos sem sanidade psicológica? Há de se entender claramente o problema.

A pobreza esta aumentado, causada esta pela destruição da economia pelo Coronavirus, o que vai provocar uma dependência de capital externo de muitos países, fora negociatas à custa do próprio território (o tempo dirá quais países estiveram – como estão – aproveitando esta onda de crise para manter a sua hegemonia ideológica).

É fato: se ter uma paralisação sem recursos a serem movimentados, e sem possiblidade das empresas funcionarem normalmente, o resultado não seria outro senão a destruição quase que total da renda das famílias que precisam do trabalho, o que aumenta a pobreza pelo desemprego, aumenta a necessidade, e sem sua satisfação teremos miséria e pobreza.

Estamos a chegar no próximo mês a 15 milhões de desempregados, lamentavelmente, por um efeito causal da paralisação social do Coronavírus.  

Rodrigo Antonio Chaves Silva

Rodrigo Antonio Chaves Silva

Contador, especialista em gestão econômica, Perito Judicial, Analista Patrimonial, Auditor, Consultor, ganhador dos prêmios internacionais de história da contabilidade Martim Noel Monteiro, de contabilidade financeira Luis Chaves de Almeida e Rogério Fernandes Ferreira, é autor de 27 livros, sendo 22 pela Editora Juruá, e mais de 350 artigos, imortal da Academia Mineira de Ciências Contábeis, e da Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu. https://profrodrigochaves.com.br/

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