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Como ter outras fontes de ganho para trabalhar cada vez menos?

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“Quando eu me formar…”

“Quando eu passar no concurso…”

“Quando eu tiver o meu próprio negócio…”

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“Quando eu eu terminar a especialização..”

Parece familiar?

É bastante curioso o como em realidade as coisas acabam tomando um rumo muito diferente. Eu, sendo economista, sei que o que se idealiza no “mundo das ideias” não é o que acontece (ou funciona) na prática.

E o que é esse “mundo das ideias”? São as histórias que contamos para nós mesmos em relação ao que vivemos no passado, ao que enxergamos no presente e o que queremos viver (ou achamos que iremos viver) no futuro.

Mas, nós olhamos para o futuro com base nas realidades que enfrentamos no presente e passado. Porém, não nos damos conta de que no futuro o contexto será completamente diferente. 

Quer um exemplo?

Se você veio de uma família originalmente simples, há grandes chances de, antes de entrar na faculdade, você ter acreditado que sendo um funcionário público, por exemplo, que ganha R$15mil por mês já seria sensacional. E que com essa renda você já se sentiria rico! Sendo assim, você dedica muito esforço para passar em um concurso.

Agora, digamos que felizmente você passe nesse concurso, será que você continua achando que R$15mil já está ótimo?

Só que antes de passar no concurso, ninguém te contou que:

– Você viverá um contexto que te impulsionará a gastar mais;

– Que essa renda nem é tão alta assim quando começar a procurar um imóvel para comprar;

– Os lugares que você vai frequentar serão mais caros;

– Haverá mais exigências por conforto na hora de fazer uma viagem;

Sem falar na montanha de impostos que você pagará por ser renda alta. Essa realidade só enxerga quem já atingiu aquela sonhada renda de R$15mil por mês, essas pessoas passam a ter impressão que essa renda já não é mais tanto dinheiro assim. E, claro, que não demorará muito para você colocar o olho em algum cargo para ganhar mais acreditando que ganhar mais sanará suas angustias.

Mas sabe qual é a parte mais cruel disso tudo? O restante do mundo não sabe da realidade que você vive. O restante do mundo enxerga apenas a figura ‘glamourosa’ de que você é renda alta. Sendo assim, já te tratam como se você não enfrentasse desafios na sua vida financeira. Essa é a “desgraça” de quem ganha bem.

O Mercado Financeiro, o Mercado Imobiliário, os lojistas e prestadores de serviço sabem que você tem um volume de ganhos acima da média da população. Ou seja, você é o cliente dos sonhos de muitos profissionais. Pois, mesmo se a sua situação apertar, você tem de onde tirar: faz um consignado ou outro tipo de empréstimo em alguma fundação, afinal, você tem renda alta e tem muita abertura para isso.

Porém, só você viverá a dura realidade de se enrolar em empréstimo. E a grande armadilha é que isso pode se tornar um círculo vicioso.

Esse círculo vicioso é sustentado por você estar sempre tendo que “quitar” alguma coisa. Pois, além dos gastos para ter uma vida confortável, você financia sua casa, seu carro, ajuda alguns familiares, paga colégio para os filhos e…lá se vão 30 anos e você ainda está pagando parcelas de dívidas e trabalhando feito um condenado, aceitando todas as horas extras que aparecem para honrar com o caminhão de compromissos financeiros que a sua vida se tornou.

Como sair dessa?

Primero: Entenda que em todos os ‘mercados’ há o lado de quem ganha e o lado de quem paga. Exemplo: Quando você recebe seu salário você está no lado de quem ganha.

Mas, será que é apenas nessa situação onde você ganha?

Veja aqui comigo alguns exemplos:

– Financiamento de Imóvel;

– Financiamento de Carro;

– Crédito e empréstimo;

Ao olhar para essa lista você provavelmente enxerga “contas a pagar” e talvez nem imagina que não apenas os bancos e financeiras, mas cidadãos comuns também GANHAM nessas operações. Veja essa lista agora:

– LCI e CRI;

– LC e LF;

– CDB e Poupança;

Você pode não estar familiarizado com os nomes dessa lista, mas a verdade é que essa lista são tipos de investimentos oferecidos no mercado financeiro.

E sabe qual é o ‘pulo do gato’? As duas listas se referem AO MESMO FLUXO de dinheiro!!

O Mercado Financeiro nada mais é do que um ambiente onde se compra e se vende dinheiro. Na primeira lista eu apresentei os nomes que ‘aparecem’ quando você compra dinheiro e na segunda é quando você vende seu dinheiro.

Quando você compra dinheiro: Você paga juros.

Quando você vende dinheiro: Você ganha juros.

Pagar juros não é um crime e faz todo sentido em diversas situações. O grande problema está em que, como você é renda alta, você tem MUITA credibilidade como pagador. Isso faz com que, na grande maioria das vezes, você seja convencido a ser apenas um bom pagador de juros.

Isso faz com que você aceite com muita facilidade assumir uma dívida, o que provoca uma desarmonia nas suas finanças. A consequência disso é que ao invés de a renda alta te proporcionar o privilégio de ter uma vida confortável e próspera, trabalhando cada vez menos, você acaba trabalhando cada vez mais.

E acredite, eu já vi profissionais com renda mensal de R$15, R$30 e R$40mil vivendo a MESMA situação. Não acredite que as dívidas sejam apenas para o início da vida. Se isso fosse verdade, não haveria pessoas com mais de 60 anos endividadas e fugindo da aposentadoria por não poderem ter a renda reduzida.

O segredo está em permitir com que essa renda alta permita também a expansão das suas fontes de renda e assim você precise trabalhar cada vez menos ou tenha o grande luxo de trabalhar por realização pessoal.

Lembre-se: Você é um ser humano e MERECE uma vida de alto padrão, equilibrada e feliz.

Um grande beijo e ‘vamo investir’!

Laura Pacheco

Laura Pacheco

Sou economista especializada em Finanças, trabalhei no mercado financeiro orientando profissionais de alta renda a sofisticarem suas decisões de investimento e atualmente atuo como educadora financeira. Através de cursos e palestras, mostro que investimento não só pode como deve fazer parte da rotina do cidadão brasileiro. Insta: @economistalaura

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