Como os gestores de fundos estão se movimentando?

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Como estão os movimentos dos gestores de fundos para o atual momento. O que estão fazendo? O que pensam para o futuro?

O mercado não tira férias e nele sempre podemos encontrar oportunidades. Aquele ativo óbvio geralmente custa caro, assim o equilíbrio do retorno se encontra via alocações em possibilidades. O oportunista se acomoda em posições estudadas e movimentações hábeis para surfar o momento.

Neste sentido, gestores de fundos possuem a responsabilidade de gerir e proporcionar a rentabilidade de grandes montantes em dinheiro que representa o capital de diversas famílias. Muito está em jogo, a responsabilidade do resultado, a boa estratégia e a capacidade de aproveitar cada situação. Esse é o objetivo do especialista que planeja e estrutura os movimentos apoiado por competentes equipes em prol de um mesmo objetivo: o lucro.

Somos defensores da diversidade de opinião, o conhecimento nos permite criticar cada ponto de vista e julgar se segui-las ou não com coerência para decidir o que é melhor. Por este motivo, organizamos essas ideias para você, em um só lugar, para você ler, comparar e decidir.

Quais são as perspectivas dos grandes gestores de fundos de investimentos para o futuro próximo? Como fatores como a vacina para a Covid-19 influenciam nos pensamentos de cada casa?

Confira agora…

As perspectivas de 5 gestores de fundos

Ibiuna Investimentos

Mesmo com o cenário de curto prazo trazer desafios por conta da alta na inflação e redução de auxílios para a população, eles consideram que o cenário para o mercado acionário brasileiro seja positivo nos próximos meses.

As empresas domésticas brasileiras devem ser beneficiadas em 2021 pela manutenção do equilíbrio fiscal federal e pela vacinação da população no decorrer do ano. Sobre o mercado externo, eles destacam que por conta das aprovações de vacinas tanto na Europa quanto nos Estados Unidos indicam um ambiente propício para a performance positiva sobre o mercado no mundo.

Ainda informaram que voltaram a investir na Petrobras, por conta de estar barata e o preço do petróleo que está voltando a patamares normalizados, e a Tim, por continuar apresentando resultados sólidos e processo de venda e divisão da Oi Móvel deve ser positivo para todo o setor.

Aumentaram a posição em Suzano (após a normalização de seus estoques de celulose, segundo eles a empresa está pronta para maximizar sua rentabilidade durante o ciclo de alta dos preços de celulose que acabou de começar), Totvs (com a recuperação da atividade doméstica, a empresa deve apresentar bom crescimento orgânico nos setores que atua) e Usiminas (a recuperação dos preços de aço no mercado interno deve impactar positivamente os resultados operacionais da companhia, além dos resultados positivos que a mineração deve reportar dado o preço do minério de ferro no mercado internacional). Já as posições inalteradas foram JBS, Petz, B3, Cesp e Hypera.

Kapitalo Investimentos

Acreditam que o impacto econômico das medidas restritivas adotadas nesse momento na Europa e nos Estados Unidos será menor do que o da primeira onda e que os prognósticos favoráveis para a imunização da população global no futuro próximo devem continuar dando suporte ao ambiente de tomada de risco.

A China deve seguir mostrando crescimento bastante acelerado e disseminado entre os setores, e a epidemia controlada.

No Brasil pensam que o cenário mais provável é a manutenção do Bolsa Família e a preservação do Teto de Gastos. Ainda sobre o mercado interno destacam que as pressões inflacionárias são temporárias, resultado de choques de oferta e de mudanças de preços relativos.

Quanto às posições, a casa segue comprada em renda variável tanto com ações brasileiras como ações globais. No Brasil, os principais setores são: mineração, siderurgia, utilities, petróleo e gás, transporte e logística, papel e celulose, saúde, consumo e telecomunicações. Por outro lado, vendidos nos setores de construção, bens de capital, educação e bancos.

OCCAM Brasil

Para eles surgeuma percepção de inflação para um patamar em meta em 2021. A discussão sobre a normalização da Selic deve continuar forte. Eles acreditam em um cenário de normalização das principais economias, somado à postura acomodatícia dos bancos centrais, continuará suportando os ativos ligados à inflação americana. Acreditam também que o cenário global em relação à bolsa permanecerá favorável ao mercado acionário.

Com relação aos investimentos, os gestores aproveitaram a melhora dos ativos locais e aumentaram posição em juros e comprada em inflação implícita. No câmbio, optaram por manter as posições menores compradas em dólar contra real.

SPX Capital

Para eles, a velocidade do desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 deixa as expectativas otimistas. A negociação entre fabricantes de vacinas e governos será um fator na segunda etapa da retomada econômica. Esperam a aceleração da economia mundial a partir do segundo semestre de 2021. E também de consolidação na esfera fiscal com déficits mais amplos. Também afirmam perspectiva de que o mercado de juros precifique altas expressivas no futuro.

Com relação ao mercado de câmbio, os gestores optaram por encerrar as posições vendidas na lira turca e no real, por outro lado, abriram novas posições compradas em moedas de países emergentes.

No mercado de ações do Brasil, eles estão comprados em empresas dos setores de utilities, consumo, mineração e óleo e gás, em parte, contra o índice ibovespa.

Safari Capital

Opinam que à medida que o governo Bolsonaro consolide a responsabilidade fiscal, o fluxo de recursos vai buscar empresas grandes e também menores. Continuam otimistas com o mercado de ações brasileiro, muito em virtude do atual cenário da renda fixa, pois se a taxa longa de juros cair de cerca de 8,0% para os normais 6,5% (inflação de 3,5% + juro real de 3,0%), possivelmente veremos também o fluxo do investidor local ser alocado com mais força no mercado de ações.

Ainda reforça que possivelmente os setores que pouco valorizaram, como o de incorporadoras de imóveis, concessionárias de rodovias e setor elétrico tendem a performar bem neste cenário.

Com relação aos investimentos, os gestores iniciaram o mês 100% comprados no fundo, além de uma posição de derivativos de índice e de ações que fica próximo de 120% (esta parcela de 20% sem risco de principal).

A maior posição é em bancos, tanto os “bancões” quanto BTG, XP e Pag Seguro, seguida pelo varejo, com diversas posições, entre elas Mercado Livre.

As empresas de commodities também são uma das grandes alocações do fundo, sendo Petrobras a maior entre elas, e a maior posição individual do fundo. Incorporadoras de imóveis (carteira com 5 nomes), empresas de saúde e concessionárias de rodovias completam o portfólio do fundo.

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