Como o trabalho dos ativistas ambientais começa a influenciar as empresas

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ESG

Um ativista ambiental é uma pessoa que luta pela conservação do meio ambiente e pela proteção dos animais e também das pessoas que habitam ali. A ideia deles é de criar mudanças em prol do meio ambiente e da sustentabilidade, em determinado lugar a partir de um evento ou cenário político, por exemplo.

Por vezes essas ideias são promovidas por ações coletivas. Os ativistas possuem a determinação de conseguir influenciar cada vez mais pessoas para se juntar a sua causa e efetuar mudanças.

Essas podem ser pequenas, desde que sejam sustentáveis. Em Porto Alegre, no início de 2020, iniciou-se a proibição de uso de canudos de plásticos em restaurantes, bares, lanchonetes e ambulantes. A proposta havia sido sancionada há um ano, e por mais que as medidas de fiscalização e punição não sejam especificadas no texto, a demanda surgiu muito pela população. Um movimento que cresceu a partir da lógica de que um canudo de plástico traz mais consequências do que benefícios. E existem alternativas para ele, como o canudo de papel e o de metal.

Por conta de seus trabalhos buscarem melhorias para o planeta e pelo constante crescimento de pautas envolvendo sustentabilidade, alguns ativistas ganham popularidade internacional pelas suas manifestações.

A influencia dos ativistas ambientais

A ativista sueca Greta Thunberg distinguiu-se ao discursar na conferência do clima da ONU em 2019: “Como vocês ousam?”, disse criticando representantes mundiais. Foi eleita pela revista Time no mesmo ano como a “Pessoa do Ano”, título que já foi pertencente a diversos políticos, ao Papa Francisco, a Mark Zuckerberg, e outros. No dia nove de novembro, em uma entrevista ao jornal britânico The Guardian, disse que não existe um político no planeta prometendo as ações climáticas necessárias.

Com 94 anos, David Attenborough chamou a atenção dos jovens ao criar uma conta no Instagram no início de outubro. Em um pouco mais de quatro horas atingiu a marca de um milhão de seguidores, foi o recorde até então. Ele acabou sendo ultrapassado no início de novembro quando o ator Rupert Grint, conhecido pelos filmes da saga Harry Potter, entrou na rede.

Mas o que ele poderia oferecer de conteúdo que chamou tanta atenção?

Attenborough começou a ganhar popularidade em 1979 com a série Life on Earth, principalmente por conta da filmagem de um encontro dele com um grupo de gorilas na Ruanda. A conta no Instagram foi criada especialmente para divulgar um novo documentário, disponibilizado na Netflix, intitulado “David Attenborough e o Nosso Planeta”. O perfil ainda existe, com 6,2 milhões de seguidores, mas agora está desativado. O ambientalista destacou-se entre a geração Z (nascidos a partir de 1996) justamente por defender a causa que eles mais acreditam.

Como já vimos aqui na Via Sustentável, a maior preocupação dessa geração são as mudanças climáticas. David Attenborough parece compreender isso. Em entrevista à BBC, ele disse: “É o mundo deles e seu amanhã. Eu não estarei aqui, eles estarão”.

Greta e David são a exceção. Suas popularidades ofuscam as críticas recebidas. A maioria dos ativistas ambientais são cercados por ameaças. De acordo com a Global Witness, uma ONG internacional que busca desafiar os abusos de poder para proteger os direitos humanos e garantir o futuro do planeta, o Brasil é o terceiro país mais letal do mundo para ativistas ambientais, estando apenas atrás da Colômbia e Filipinas.

Em 2019 foram 24 ativistas assassinados, quatro a mais do que em 2018. Ademais, a América Latina é considerada a pior região para ser ativista e defensor do meio ambiente. Dois terços dos assassinatos do mundo estão aqui.

Os dados são extremamente preocupantes quando entendemos que a missão dos ambientalistas apenas visa um bem maior. Eles querem corrigir o que está danificado e prevenir uma futura destruição, lidando com a gestão de recursos naturais, a sobrepopulação, a exploração de madeira comercial, a urbanização e o aquecimento global. O seu movimento naturalmente influencia outras pessoas por meio da conscientização. E é assim que as mudanças começam a surgir nas empresas, por exemplo.

No dia 13 de novembro, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que as empresas brasileiras vão ser cobradas por melhorias ambientais, sociais e de governança. Ele acredita que crimes ambientais possibilitam que interesses “protecionistas” abram espaço para barreiras comerciais “injustificáveis” contra a exportação do Brasil. O vice-presidente ainda disse que a prioridade do governo é com o desmatamento ilegal e as queimadas.

Algumas empresas já começaram a promover mudanças internas.

Em agosto, a Natura e a The Body Shop anunciaram um programa de logística reversa em suas lojas. Se o cliente retornar cinco embalagens, ele recebe um novo produto. Isso ajuda a promover a reciclagem de embalagens dos produtos das marcas.

Em setembro, a BRF divulgou o seu plano de uma nova campanha focada na sustentabilidade. Eles querem reforçar atitudes sustentáveis desde as compras dos grãos até a distribuição e venda dos alimentos.

Em outubro, o Bradesco, o Itaú e Santander assinaram a adesão à Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Essa promove ações para um novo movimento econômico de baixo carbono e que responda aos desafios das mudanças climáticas.

Em novembro, o Grupo Carrefour Brasil anunciou a criação de um fundo de inclusão racial, com aporte inicial de 25 milhões de reais, em razão da morte de João Alberto Silveira Freitas, que ocorreu na última quinta-feira(19) por um segurança que trabalhava na loja em Porto Alegre.

Empresas que não apresentam planejamento de melhorias ambientais estão ficando ultrapassadas. A necessidade existe e a demanda está cada vez maior. Por isso é interessante observar quais já estão se preparando para o futuro.

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