sábado, dezembro 7, 2019

Quatro formas de investir em startups

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Jovens empresas de tecnologia, com potencial gigantesco para crescer, podem trazer boas oportunidades de negócios para investidores. Aceleradoras, serviços de crowdfunding e entidades que reúnem investidores-anjo têm se multiplicado no Brasil nos últimos anos, abrindo o leque de oportunidades para quem quer diversificar suas aplicações.

Em 2017, os investimentos-anjo em startups chegaram a R$ 984 milhões no país, de acordo com a pesquisa da Anjos do Brasil, alta de 16% em relação ao ano anterior.

“Quando comparamos com os EUA e a Europa, ainda representamos menos de 2% do que já se faz por lá. É um momento no qual temos uma oportunidade única de crescimento”, afirma o presidente da Anjos do Brasil, Cassio Spina.

O volume anual médio por investidor alcançou R$ 129 mil.

“Se tivermos incentivos fiscais, como compensação de parte do investimento nos impostos devidos, bem como isenção de impostos sobre o ganho de capital, estes números poderão ser ainda maiores e incentivar ainda mais a inovação no Brasil”, avalia Spina.

O levantamento aponta como motivos de crescimento a validação da Lei Complementar 155/2016, que definiu regras para formalização de microempresas e trouxe mais segurança jurídica para os investidores de risco, e a queda da taxa de juros (Selic) nos últimos anos, que incentiva pessoas físicas a buscarem aplicações mais rentáveis do que a renda fixa.

No que diz respeito à lei, ela estabeleceu que o investidor-anjo não assume responsabilidades perante a sociedade, nem tampouco assume os riscos da startup como uma empresa. Para amenizar o risco do investimento, a solução trazida foi a formalização de um contrato de participação, com a finalidade de fomentar um projeto inovador.

Para viabilizar parte destes negócios, em maio deste ano, a plataforma 100 Open Startup, que conecta empresas nascentes a grandes companhias, lançou o 100 Open Angels. O programa faz a estruturação de investimento entre rede de investidores-anjo e fundos institucionais, que têm como objetivo impulsionar o aporte nas startups. Para lançar o serviço, a plataforma identificou 4,7 mil pessoas dispostas a aplicar em novos negócios de tecnologia.

O movimento mantém ativas mais de 8 mil startups classificadas em cinco níveis de atratividade para o mercado. Dentre as 600 que estão no nível 5, ou seja, que já possuem relacionamento formalizado com grandes corporações, 200 declararam ter interesse em captar rodada-anjo, na faixa de R$ 1 milhão, nos próximos seis meses.

“Queremos auxiliar investidores-anjo a formar portfólio e a encontrar boas oportunidades. A informação sobre a atratividade das startups auxilia investidores a decidirem pelo investimento com muito mais objetividade”, comenta Bruno Rondani, CEO e fundador do movimento.

Quem investe em startups espera receber bons rendimentos de dividendos, revender para uma grande empresa ou grupo de investidores ou ainda negociar a participação em um mercado secundário, vendendo a outros interessados. Não é terreno para conservadores: a aceleradora Startup Farm estima que oito em cada 10 empresas de tecnologia quebram antes de chegarem aos cinco anos – e deixam na mão os investidores.


Quatro formas de investir em startups:

Investimento-Anjo

É o investimento efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento. O Investidor-Anjo tem como objetivo aplicar em negócios com alto potencial de retorno, sendo remunerado futuramente por uma venda em sua participação ou dividendos. A aplicação inicial costuma flutuar entre R$ 60 mil e R$ 150 mil, com prazo de retorno de até cinco anos. Não há garantia de retorno.

Exemplo de empresa: Anjos do Brasil.


Crowdfunding

O investidor aplica um valor relativamente baixo em uma nova startup, em processos selecionados por uma administradora de negócios, geralmente um site. É possível construir um portfólio com diferentes empresas, como se fosse uma carteira de ações. A diferença principal em relação a um investidor-anjo individual é que o tíquete é menor, geralmente a partir de R$ 1 mil. O prazo de retorno é de até cinco anos. Não há garantia de retorno.

Exemplo de empresa: Start me Up.


Aceleradoras

O processo para participar das aceleradoras é aberto, e essas empresas geralmente procuram por startups consistindo de um time para apoiá-los financeiramente, oferecer consultoria, treinamento e participação em eventos durante um período específico. O objetivo é receber uma remuneração pela venda futura do negócio, ou ser remunerado como sócio. A aplicação inicial por investidor costuma variar de R$ 10 mil a R$ 50 mil, com prazo de retorno em até cinco anos. Não há garantia de retorno.

Exemplo de empresa: Wow.


Venture Capital

É uma modalidade de investimento utilizada para apoiar negócios por meio da compra de uma participação acionária, geralmente minoritária, com objetivo de ter as ações valorizadas para posterior saída da operação. A aplicação inicial é relativamente alta, varia de R$ 150 mil a R$ 400 mil, com prazo de retorno em cinco anos.

Exemplo de empresa: EqSeed.

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