quarta-feira, novembro 20, 2019

Como continuar na renda fixa com a queda da Selic?

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Com o momento atual de queda, questiona-se como ficarão os investimentos de renda fixa, já que não são mais tão rentáveis e atrativos”  

Desde março de 2018 a Selic marca 6,5% ao ano, menor taxa desde sua criação, o que tem preocupado muitos investidores de renda fixa. Por isso, em casos mais conservadores é necessário entender e procurar outras opções, tão seguras quanto o Tesouro Selic, por exemplo, para que ainda seja possível rentabilizar sem correr grandes riscos. Portanto, outras alternativas, como ativos indexados à inflação, precisam ser considerados pelos investidores, para que ainda seja possível se manter na renda fixa.

Com a queda da taxa básica, questiona-se como ficarão os investimentos de renda fixa, já que não são mais tão rentáveis e atrativos. O Economista e Operador de Renda Fixa, André Alírio, da Nova Futura Investimentos, comenta que os ativos de renda pré-fixada, como CDB ou LCI são mais vantajosos. “Se a expectativa de juros é menor que a atual, vale mais a pena começar um investimento em ativos pré-fixados com a taxa atual, que é mais alta que a futura”. Alírio explica que os ativos indexados à inflação seguem a mesma linha. “Os ativos indexados à inflação têm uma configuração parecida com a dos pré-fixados, se a expectativa futura é menor significa que o ativo terá um rendimento melhor que o pós-fixado já que é travado na taxa atual”, afirma.

André explica que os ativos pós-fixados são seguros, porém não apresentam bom desempenho quando se fala em rendimento no cenário de uma Selic mais baixa. “O ativo pós-fixado tem um caráter de segurança, porém não é o ideal para quem busca rentabilidade no momento, por isso perde apelo, pois em um cenário de queda se destacam os ativos travados na taxa mais alta”. Ele pontua que ativos de longo prazo passam a chamar a atenção dos investidores, já que potencializam o rendimento. Isso se deve ao tempo que permite um maior rendimento levando em consideração as taxas. “Nos ativos a longo prazo há mais tempo de rendimento a uma taxa DI mais alta do que a expectativa futura”, justifica. O investidor deve se atentar às curvas de juros, que segundo a taxa futura atual, não haverá ganho adicional, já que a redução prevista é de 0,25%. “É importante salientar que apesar da expectativa baixa, o investidor deve observar a curva de juros, isso porque não haverá um ganho adicional, a taxa já está precificada e apenas vai se manter, então é essencial levar em conta a taxa futura, que foi antecipada pelo mercado”, finaliza o Operador de Renda Fixa.  

Sobre a Nova Futura Investimentos

Sócia-fundadora da BM&BOVESPA, a Nova Futura Investimentos, foi fundada em 1983, atua nos mercados de commodities, renda fixa, renda variável e seguros. Com presença nacional, a instituição financeira conta com 21 escritórios espalhados por diversas cidades do país. Ao longo de mais de três décadas de existência, se consolidou como uma das maiores e mais independentes casas de investimentos do Brasil.

Com tradição no mercado institucional, vem se tornando referência no varejo, oferecendo a mesma qualidade já ofertada ao mundo empresarial agora também para pessoas físicas. Em 2017, confirmando a tradição de excelência, a corretora recebeu o selo Nonresident Investor Broker, que reconhece a estrutura organizacional e tecnológica especializada na prospecção de clientes, prestação de serviços de atendimento consultivo assim como execução de ordens e distribuição de produtos da BM&FBovespa para investidores não residentes.

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