Saiba quais os cinco erros mais frequentes entre investidores

Consultores financeiros apontam alguns erros comuns entre investidores iniciantes. Mas que, volta a meia, podem prejudicar também quem está no mundo das aplicações há mais tempo. Veja abaixo quais as piores decisões dos novatos no mercado, e como evitá-las.


Desconsiderar as taxas e impostos

Este é um erro comum na renda fixa e também na aplicação em ações via fundos. O investidor analisa a previsão de valorização dos ativos, títulos ou certificados. Junto a isso, compara com a inflação mas deixa de contabilizar o que gastará com taxas de administração e até Imposto de Renda. Com isso, escolhe as aplicações erradas, muitas vezes incapazes de superar a alta média dos preços.

“Quase 100% dos investidores não fazem corretamente o planejamento e, assim, perdem poder de compra sem sentir ou deixam de aproveitar a oportunidade de protegê-lo”, afirma o planejador financeiro Fernando Marcondes, ex-gestor de fundo de investimento na Bradesco Asset e BCN Alliance Asset.


Embarcar no efeito manada

Este talvez seja o principal erro dos novos (e também antigos) investidores do mercado financeiro. Em geral, uma ação de empresa que começa a se popularizar já teve o principal de seu potencial de alta alcançado. E poderá começar a declinar assim que a aplicação se massificar. É como chegar no final da festa.

“É comum observar a entrada de muitos investidores aplicando em um ativo depois que este valoriza muito, e, quando cai, o oposto acontece, gerando o efeito manada”, explica Fernando Marcondes.

Isso ocorre também com a compra de moeda ou aplicações de renda fixa. Em que os investidores menos informados podem embarcar em uma aplicação tardiamente. Algumas vezes, às vésperas de mudanças na taxa básica de juros ou nos índices de inflação.


Não diversificar

Um erro comum do investidor iniciante é colocar todos os ovos na mesma cesta. Portanto, assumindo o risco desnecessário de perder parte relevante de seu patrimônio caso algo dê errado. Depositar todo recurso em fundos multimercados ou aplicações de maior risco, como câmbio ou mesmo compra e venda direta de ações via home broker, é um flerte com o perigo. No outro extremo, colocar todo o dinheiro na renda fixa pode representar uma perda de oportunidade de ganhar mais caso o mercado de capitais deslanche, por exemplo.

“O que ninguém deve fazer é escolher um investimento da moda e alocar quase todo o seu patrimônio nele. Isso é um dos erros mais comuns: usar a emoção ao invés da razão ao escolher no que aplicar”, explica a assessora financeira da FB Wealth, Daniela Casabona.


Perder o custo de oportunidade

Isso ocorre quando alguém faz questão de colocar seu dinheiro em uma aplicação que seja segura. Mas não necessariamente a mais rentável. Isso acontece ao aplicar em letras de crédito ou títulos do tesouro com baixa rentabilidade e prazo mais longo, por exemplo.

Os investidores podem até se sentir protegidos contra a inflação ou as oscilações do mercado. Mas travam qualquer margem de manobra para resgatar seu dinheiro e aplicar em outras aplicações que sejam mais vantajosas. Como outros títulos públicos, CDBs ou fundos de ações.

“Por isso, é importante sempre alinhar seus investimentos com suas metas e objetivos de curto, médio e longo prazos”, sugere o consultor financeiro André Bona.


Investir antes de fazer uma reserva

Muitos investidores começam a colocar seu capital em ativos de risco ou papéis de longo prazo antes de criarem um colchão de segurança.

Criar uma reserva de emergência é essencial para ter tranquilidade de escolher investimentos mais atraentes no longo prazo. Para então se aventurar em aplicações mais arriscadas, sem medo de ficar totalmente descapitalizado. Daniela Casabona sugere aos investidores manterem o equivalente a seis meses de salário em uma aplicação conservadora antes de efetivamente começarem a investir.

“Nem sempre é possível fazer a diversificação até que o investidor atinja primeiramente a sua reserva de emergência. Quem já passou desta fase, precisa olhar para o mercado de ações ou produtos financeiros mistos”, aconselha.