Cinco ações para ter em carteira no curto prazo

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Analistas financeiros têm lançado suas apostas e recomendações de ações que podem oferecer bons resultados no curto prazo – ou seja, em que haja possibilidade de ganho no valor do papel nos próximos meses.

Veja abaixo as sugestões de três analistas de duas casas de análise sobre ações que podem render bons negócios – e que você deve levar em conta ter na carteira.

WEG (WEGE3): A receita líquida da empresa tem subido nos últimos balanços, o que vem animando analistas. No segundo trimestre deste ano, o indicador chegou a R$ 3,286 bilhões, 7,5% superior ao 2T18 e 12,1% superior ao 1T19. O destaque no mercado interno continua sendo os negócios de geração solar e transmissão e distribuição (T&D), que vêm confirmando as expectativas de melhora da demanda já percebidas desde o final do ano passado.

“Esperamos que a empresa deva surpreender em termos de crescimento e de margens, o que deverá levar a um novo aumento de preço-alvo para a ação”, afirma Pedro Galdi, analista da Mirae Asset.

B3 (B3SA3): A expectativa é que os números operacionais da B3 continuem com um volume mais forte neste segundo semestre, especialmente de ações (segmento Bovespa) e futuros (segmento BM&F), diante do quadro de taxas de juros mais baixos. A previsão de Luis Gustavo Pereira, analista da Guide, é que o volume de negócios deverá continuar a crescer ao longo de 2019.

“Estamos observando uma janela bastante positiva do mercado acionário, que tende a favorecer as operações de emissões de ações, onde a B3 deve capturar o momento positivo para o mercado de capitais. Esperamos por volta de 20-30 IPOs e follow on nos próximos 18 meses, algo que deve impulsionar os ganhos operacionais de B3”, afirma Pereira.

Bradesco (BBDC4): O banco tem apresentado melhora em dois indicadores fundamentais para o setor financeiro: a queda da inadimplência e o aumento na carteira de crédito. A carteira total atingiu R$ 561 bilhões no final de junho, expansão de 8,7% sobre o saldo final do 2T18. Em termos de evolução, o segmento de pessoas físicas se destacou, mostrando evolução anual de 15%. Pelo nono trimestre consecutivo, a inadimplência apresentou melhora, refletindo a qualidade das novas safras e os ajustes nos processos de concessão e recuperação de crédito, avalia Fernando Bresciani, analista da Mirae Asset.

“Para 2019, as metas se mostraram mais agressivas do que o ano anterior e refletem o otimismo da instituição em relação ao cenário econômico para o ano”, diz o analista”.“Seguimos com recomendação de compra de suas ações”.

Sanepar (SAPR11): A expectativa é que o caixa da Sanepar se beneficie nos próximos meses do ganho de eficiência no controle de custos e do maior volume relacionado ao tratamento de esgoto. Isto é algo que deve continuar a impulsionar os dividendos da empresa.

“O último reajuste autorizado pela Agepar, no início do mês de abril, deve destravar valor para os papéis. Isto por que o percentual de reajuste foi o maior dos últimos quatro anos e superior à inflação oficial do país registrada de maio de 2018 a abril de 2019”, explica Luis Gustavo Pereira, analista da Guide. “Além disso, o risco político hoje é menor, dado que a empresa realizou algumas mudanças em seu estatuto afim de melhorar a governança corporativa e proteger os aumentos tarifários autorizados”, diz ele.

MRV (MRVE3): Os resultados divulgados neste ano confirmam as boas expectativas para o setor da construção civil. A empresa apurou no 2T19 receita líquida de R$ 1,559 bilhão, aumento de 18% em relação ao 2T18. A melhora foi decorrente de um melhor mix de vendas e de lançamentos/vendas, com ligeira recuperação de preços. O Ebitda foi de R$ 257 milhões no período, um salto de 30% em relação ao 2T18.

“Novamente a empresa divulgou um resultado sólido e ligeiramente acima do esperado, e esperamos recuperação de vendas e do setor com mais ênfase em 2020, uma vez que com a recuperação da economia e juros baixo, juntos, devem impactar positivamente no setor”, afirma Pedro Galdi, da Mirae.