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Chega de meia sola. É tempo de inclusão.

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Repórter em veículos como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, atuou também como apresentador do programa ECO Negócios, na ECO TV. É MBA em Comunicação e Relações com Investidores e diretor na Virtual Comunicação.

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O Brasil é um país excludente. Esta práxis é causadora da desigualdade social e vergonhosa distribuição de renda que temos. Para usar uma linguagem – e profissão – do século passado, governos passam e fazem o trabalho do sapateiro, dando uma “meia sola”. Ou, na linguagem das costureiras, o também outrora famoso “cerzido invisível”. Em síntese, ninguém ajusta o tecido social e a estrutura política de forma adequada. Vai se remendando aqui e acolá. Tapam-se furos e tenta-se disfarçar sempre com uma camada rala de asfalto novo a pista do desenvolvimento.

Se formos ainda mais fundo no baú vamos encontrar a expressão “para inglês ver”, cunhada em 1831, quando o Governo Regencial tocava o barco (com a renúncia de Pedro I, enquanto aguardava Pedro II crescer e ficar fortinho para assumir o trono) e sofria pressões da (poderosa e aliada política) Inglaterra para acabar com tráfico de escravos. O Brasil fez a lei, proibindo esse tipo de comércio e prevendo punição aos responsáveis. Mas… a lei virou letra morta e só se efetivou tempos mais tarde (20 anos depois, sob a batuta de Pedro II). Daí a expressão, pois “no papel” cumpria-se a demanda inglesa.

Voltando ao Brasil varonil do Século XXI vamos encontrar no Norte a mesma desídia que tínhamos à época do “Brasil Grande” ou… se preferir, do “Brasil Médio, Pequeno” e outras quinquilharias retóricas que a classe política inventa. O cartunista Henfil (irmão do sociólogo Betinho), que teve ação destacada em movimentos políticos e sociais do país, chegando a debochar da ditadura com a sua arte, já falava, nos anos 1980, do “Sul Maravilha” e escangalhava com o traço do nortista e do nordestino, no sentido de chamar a atenção para a brutal desigualdade social que existia. E como estamos hoje? A riquíssima Região Norte, magnânima em recursos naturais, ainda amarga o pior padrão de vida no país. Falta educação, acesso à renda, saneamento e informática.  Proporcionalmente, concentra o maior percentual de pessoas cuja baixa escolaridade dos pais limita a capacidade dos filhos de gerar renda, reconhece o Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) em seu mais recente estudo, a que esta coluna teve acesso.

Em média, um a cada 10 filhos de pais sem instrução formal consegue, na vida adulta, reunir condições que englobam simultaneamente abastecimento por rede de água, coleta direta ou indireta de lixo, e rede de esgotos. Ou seja, quase 90% não alcançam tais condições de moradia. Uma região que produz petróleo, gás, ouro, diamantes, alumínio, estanho e ferro em abundância, não pode condenar a grande maioria dos seus 18,7 milhões de habitantes à miséria ou ao subdesenvolvimento. Inadmissível! Filhos de pais com baixa escolaridade têm o pior acesso a microcomputador, televisão ou tablet entre as cinco regiões brasileiras. Somente 15,72% destes citados têm acesso a banda larga.

No ranking que mede o desempenho dos países em proporcionar a seus jovens a mobilidade social, o Brasil está bem abaixo da média. O parâmetro foi estabelecido em estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que diz ainda: os brasileiros levarão nove gerações para chegar à camada mediana de renda do país, enquanto na média da OCDE esse tempo é de 4,5 gerações. Na Dinamarca, o país líder do ranking de mobilidade social, o mesmo caminho rumo à média da renda nacional leva duas gerações. Ou seja, o pobre ainda verá seu neto crescer na vida e seguramente ver seu filho ter chances que ele não teve. O Brasil está empatado, neste quesito, com a África do Sul e um pouco à frente da Colômbia, onde esse tempo chega a 11 gerações.

Com todo respeito aos sapateiros – in memorian meu próprio bisnono que, chegado da Itália no final do Século 19, fazia sapatos a mão – é hora de parar com a meia sola. É tempo de planejamento e de se fazer justiça a todos os brasileiros. Um processo que contempla, necessariamente, a inclusão regional.

OCDE

E por falar na Organização, o Brasil poderá ter, em breve, um escritório da OCDE. A proposta está sendo discutida no Congresso, informa a agência Brasil61. Com isto, o Brasil vai melhorar o ambiente de negócios e naturalmente se aproxima de padrões internacionais em várias áreas.

Atualmente o grupo reúne 37 estados-membros, sendo a maioria europeia. Dos países latinos estão Chile, Colômbia e México.  

ImPacto Zero

A gigante Klabin, produtora e exportadora de papéis, aderiu à Rede Brasil do Pacto Global e lança o ImPacto NetZero, movimento focado nas mudanças climáticas.

Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), em maio último os níveis de carbono na atmosfera alcançaram novo recorde: 419 partes por milhão.

O Pacto Global reforça a necessidade de as empresas estabelecerem compromissos baseados na ciência para chegar a zero emissões líquidas de carbono e colaborar, assim, com as metas do acordo de Paris – lembra Carlo Pereira, da Rede Brasil.

CONVERSÃO

Em nota divulgada, a Unipar comunicou ao mercado a conversão de 90,6 mil ações preferenciais Classe A em igual número de preferenciais Classe B. A operação foi uma demanda dos acionistas que, com isto, deixa a companhia com 33 milhões de ações ordinárias, 2,07 milhões de preferenciais Classe A e 59,35 milhões de Classe B, totalizando 94,4 milhões de ações em seu capital social.

VOADORES

Uma feliz combinação de negócios entre a brasileiríssima Embraer e a norteamericana Zanite está sendo discutida e, ao que tudo indica, evolui. A Eve, empresa de carros voadores controlada pela Embraer, está nas nuvens com esta possibilidade.

E as ações da Embraer estão subindo, subindo…

NOTES

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A cobertura completa para atrair bons investimentos

A Azul anuncia precificação de sênior notes, no total de US$ 600 milhões. Os papéis deverão ser emitidos nesta terça, 15, e negociados no exterior a uma remuneração anual de 7,25%, com vencimento em 2026.

RECOMPRA

Em Fato Relevante publicado na noite do dia 10, a Positivo informa que seu Conselho aprovou o aditamento do Programa de Recompra de Ações. A aquisição de até 6 milhões de ações ordinárias tem prazo agora estendido de 10 de junho para 10 de dezembro deste ano.  

CLIENTES ESG

Você já ouviu falar em “clientes ESG”? Então, o conglomerado Alfa decidiu estender a toda a sua cadeia as práticas sustentáveis. A partir de agora, clientes que contratam um seguro residencial, ou proteção para empresa e/ou condomínio, que tenham programas contínuos sustentáveis, receberão descontos nas apólices. No caso, contam reúso de água, eficiência energética, reciclagem, descarte sustentável e utilização de placas solares.   

AGENDA

No próximo dia 15 (3ª) a Escola Superior de Propaganda e Marketing fará uma “pocket live” com Tatiana Maia Lins e Ricardo Voltolini (que, aliás, já nos deram a satisfação de contar com seus artigos neste espaço).

Tema: “O que é a Agenda ESG e como comunicá-la para fortalecer a reputação”.  

Inscrições gratuitas no link: https://lnkd.in/dbzY-iG

ENCONTRO RI

Com apoio do Portal Acionista, o 22º Encontro Internacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais será realizado no formato digital.

Promovido conjuntamente pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e pelo Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri), o evento acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de setembro próximo.

DIGITAIS

Os maiores bancos digitais que operam no Brasil – Nubank, Inter, Original, C6, Agibank, Neon e Next – já somam 82 milhões de contas.  

O Nubank, que breve poderá anunciar seu IPO, tem praticamente 50% desse total, ou seja, 40 milhões de contas. Na semana que passou, a fintech recebeu um aporte de R$ 500 MM da Berkshire Hathaway, empresa de ninguém menos que Warren Buffett.

Com isto o Nubank já está entre as maiores start ups do mundo (é a 7ª ou 8ª colocada).

Autor

Repórter em veículos como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, atuou também como apresentador do programa ECO Negócios, na ECO TV. É MBA em Comunicação e Relações com Investidores e diretor na Virtual Comunicação.

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