Capital humano, sustentabilidade e a qualidade do ativo empresa

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No artigo A grande importância da Área de Relações com Investidores para quem investe, publicado no portal Acionista em outubro de 2020, discorremos sobre a qualidade do ativo empresa, bem como sobre grandes temas de interesse de analistas, profissionais de investimento e investidores que estudam uma dada organização empresarial, com vistas a avaliar a qualidade citada. Na presente edição, focalizamos dois desses temas: capital humano e sustentabilidade. Como eles podem ser melhor analisados?

A questão do capital humano

O capital humano emerge da grande importância das pessoas dentro das organizações de qualquer natureza. Sua avaliação deve ser feita considerando, de forma resumida, aspectos legais e sociais. Os aspectos legais dizem respeito ao cumprimento da legislação.

No Brasil, é mister reconhecer que não é simples atender a todas as exigências legais, mesmo com mudanças relativamente recentes sofridas pela legislação trabalhista. Encargos trabalhistas podem pesar significativamente nos resultados e são encorpados por gastos com especialistas jurídicos que possam orientar empresas nessa seara. Análises sobre riscos trabalhistas precisam ser preventivas e substancialmente criteriosas.

Há que considerar, ainda, os aspectos sociais. É preciso planejar, executar, controlar e rever ações para cuidar do capital humano, reter talentos e gerir conhecimento. Em situações extremas – e este é precisamente o caso da pandemia COVID-19 –, com exigência de isolamento social e a transferência de muitos escritórios para dentro das casas, o apoio dado pelas empresas aos seus colaboradores se torna fundamental.

A retenção de talentos distintivos tem especial importância. Imagine-se perder um time, cuidadosamente formado ao longo de anos de trabalho e convivência, que cria vantagem competitiva para a empresa: isto poderia ser um desastre. E o setor que mais sofre com perdas de talentos é o de serviços, que requer pessoas qualificadas para fins de conquista e retenção de clientes. A rotatividade de pessoas é um indicador que precisa de atenção. A gestão do conhecimento é vital e sua criticidade pode aumentar, em casos de fusões, reestruturações e aquisições.

Como analistas, profissionais de investimentos e investidores podem melhor entender como uma empresa administra seu capital humano? Precipuamente, estudando o tema, elaborando boas perguntas e buscando respostas consistentes junto às organizações e, eventualmente, a outras fontes que possam referendar como estas operam.

A questão da sustentabilidade

O tema sustentabilidade, ainda que sob críticas, assumiu um papel relevante no mercado de capitais, a partir de uma mudança de postura de muitos investidores, que passaram a exigir ações sustentáveis das empresas. Eles passaram a fazer perguntas, muitas perguntas, e a demandar atenção a questões climáticas, de gênero, energias renováveis e muitas outras. Há quem critique – e tal questionamento nos parece pertinente – se as empresas têm adotado ações orientadas para sua sustentabilidade por conscientização ou apenas visando captar recursos a baixo custo.  

Em um primeiro momento, acreditamos que sim, empresas são forçadas a adotar ações sustentáveis, em prol de sua sobrevivência e em busca de capital menos oneroso. Mas a história da humanidade tem demonstrado que a passagem do tempo cria mudança cultural e, assim sendo, uma visão sustentável baseada em efetiva mudança de mentalidade nos parece questão de tempo. E várias organizações dão sinais concretos de que isso já pode estar acontecendo.

Como analistas, profissionais de investimentos e investidores podem melhor entender a visão de sócios e dirigentes sobre a sustentabilidade? Além dos meios expostos acima sobre o capital humano, destacamos aqui os relatórios ESG e GRI como fontes de informações preciosas sobre como a sustentabilidade é tratada pelas empresas. Seus indicadores dizem muito sobre a realidade organizacional e o que se mede é o que se tem para comparar o futuro com o presente.

Finalizamos estas breves reflexões observando que analisar a fundo uma empresa como potencial investimento não é algo trivial, mas a boa notícia é que os bons analistas, profissionais de investimento e investidores demonstram conhecer muito sobre os temas que fundamentam seu trabalho.  

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