segunda-feira, dezembro 9, 2019

Bolsa cede 0,42% na semana, mas acumula ganho de 0,95% em novembro

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O índice Ibovespa fechou a sessão praticamente estável, em baixa de 0,05%, a 108.233,28 pontos, acumulando perda de 0,42% na semana e ganho de 0,95% no mês de novembro. A leve recuperação das ações de bancos foi ofuscada pela queda nos papéis da Petrobras, em dia de forte ajuste nas cotações do petróleo, com o Brent em baixa de 4,39% e o WTI, de 5,06%, no encerramento da sessão. O giro financeiro nesta sessão foi de R$ 14,2 bilhões.

Em Black Friday de baixa liquidez nos negócios com a commodity, a queda acentuada nos preços do petróleo reflete temores de que a Opep e aliados, que voltam a se reunir na próxima semana, não alterem as cotas de produção. Com a queda de preço da commodity, Petrobras ON fechou em baixa de 1,23% e a PN, de 1,29%, acumulando, respectivamente, perda de 4,10% e de 3,54% no mês.

As ações do setor de varejo fecharam sem direção única, após ganhos em sessões anteriores, quando haviam sido impulsionadas pela expectativa positiva para as vendas da Black Friday.

Em novembro, o saldo acumulado do investimento estrangeiro em bolsa ficou negativo em R$ 8,197 bilhões, correspondente a R$ 146,489 bilhões em compras e R$ 154,681 bilhões em vendas. No ano, a saída de recurso de estrangeiros totaliza R$ 38,601 bilhões.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,60%, a R$ 4,2407, acumulando ganho de 1,14% na semana e de 5,77% no mês de novembro. Na terça-feira, com o dólar renovando máximas, os saques de estrangeiros na Bolsa chegaram a R$ 2 bilhões e, no dia seguinte, a leitura mais recente disponível, as saídas totalizaram R$ 478 milhões.

Ao longo de novembro, o Ibovespa ficou mais barato para o investidor estrangeiro, em dólar, com uma variação de 4,78% para quem tem a moeda americana na mão e quer comprar ações em São Paulo com desconto em dólar.

Com o barateamento da bolsa em dólar ao longo de novembro, pode ser que dezembro fique um pouco mais interessante para o investidor ingressar, tendo em vista que os índices de Nova York estão perto das máximas históricas, renovadas esta semana, tendo acumulado ganhos entre 3,4% (S&P 500) e 4,5% (Nasdaq) no mês de novembro, apontam analistas.

Mas tal movimento, se realmente ocorrer, tende a ser pontual, avalia Renato Chain, estrategista da Arazul. “A questão de fundo permanece a mesma”, acrescenta Chain, em referência à falta de solução para a fase 1 do acordo EUA-China, uma disputa comercial prolongada, que afeta diretamente a perspectiva de crescimento mundial.

A próxima data-chave do imbróglio é 15 de dezembro, data prevista para os EUA elevarem a alíquota sobre importações da China ainda não atingidas pelas sobretaxas, caso não haja entendimento, até lá, sobre a chamada fase 1 do acordo sobre a disputa comercial.

Luís Eduardo Leal

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