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BDRS: commodities e empresas de tecnologia seguem na ponta 

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Imagem: Freepik

Investir em empresas estrangeiras deixou de ser o bicho-papão há muito tempo. Está cada vez mais fácil ter uma carteira BDR à brasileira e com bons ativos. O Acionista destaca mensalmente o panorama macro desta modalidade. 

Para junho, é bom que o investidor saiba que a bolsa americana segue sendo carregada por grandes empresas de tecnologia. Entretanto, há analistas que ressaltam que nos últimos meses houve mudanças, com empresas do setor financeiro e produtores de commodities apresentando melhor desempenho.

Vale lembrar que nos EUA, a curva de juros ajustou e puxou consigo as demais curvas globais em maio, mas, apesar do cenário de juros altos por mais tempo, a liquidez global seguiu elevada e também o apetite ao risco. Em 2024 além dos criptoativos que avançam fortemente, o Bitcoin, por exemplo, já acumula alta de mais de 60%.

Empresas de tecnologia têm risco alto, diz Guide

Os analistas da Guide acreditam que as perspectivas menores de corte de juros e o valuation caro das empresas de tecnologia representam um risco alto neste momento, levando em conta que a bolsa americana segue carregada pelas big techs. Em vista disso, eles mantêm um portfólio mais diversificado em junho, com menos empresas de tecnologia.

“Estamos substituindo Amazon por Alphabet (Google) na carteira BDR. Apesar dos bons resultados da Amazon, vemos o Google como um melhor investimento neste momento. As ações da Alphabet também apresentaram bons resultados, particularmente nos serviços de armazenamento de dados, e a empresa anunciou que irá começar a pagar dividendos, o que deve ser bem recebido pelos investidores”, comentam os analistas.

A performance da carteira BDR da Guide em maio entregou resultado positivo de 8,15%, enquanto o índice de referência (S&P500) fechou em alta de 5,91%. Dessa forma, o desempenho da carteira foi superior em 2,23 p.p. ao S&P500. O destaque positivo da carteira foi Nvidia (NVDC3) com alta de 27,87% enquanto a maior baixa foi Disney (DISB34) com queda de -6,89%.

Recomendações: Apple (AAPL34); Google (GOGL34); Disney (CHVX34); Coca-Cola (COCA34); JP morgan (JPMC34); Netflix (NFLX34); Microsoft (MSFT34); Chevron (CHVX34); NVIDIA (NVDC34); Walmart (WALM34)

1T24: 80,1% das empresas com resultados acima das expectativas

 O BTG Pactual fez alguns destaques no relatório  BDRs para junho bem interessante, como o levantamento dos resultados das empresas no 1T24. Segundo seus analistas, houve um aumento da diferença entre os resultados considerados positivos em relação aos resultados negativos na comparação trimestral (+5,5 bps), reforçando uma temporada de resultados sólida. “No total, 80,1% dos resultados reportados foram considerados positivos pelo consenso de mercado.”

O setor de Comunicação foi o destaque positivo segundo o BTG, pois apresentou um crescimento de +40,9% do lucro líquido por ação, com uma surpresa do LPA de +10,8% em relação ao consenso de mercado. Na outra ponta, parece incrível, mesmo com uma sólida performance das 7 Magníficas, “setor de tecnologia apresentou uma surpresa do LPA consolidado de apenas +5,4% (9ª posição dentro dos 11 setores do S&P 500 e abaixo da surpresa consolidada de +8,3%)”, comentam os analistas.

Das 7 magníficas, a Alphabet, do “tio” Google é o grande destaque 

Será que se colocar google no Google aparece isso? Não precisa, o Acionista conta: as ações da Alphabet (GOGL34) subiram +10,2% após a divulgação dos resultados do 1T24, que superaram as expectativas dos analistas com um aumento de 15% na receita consolidada, atingindo US$ 80,5 bilhões no trimestre.

Conforme análise do BTG Pactual, dentro dos segmentos de negócio da companhia, a receita de publicidade cresceu 13% para US$ 61,7 bilhões e a receita de anúncios do YouTube, teve alta de 21% para US$ 8,0 bilhões. 

“O Google Cloud Plataforms foi o maior destaque do balanço, com um crescimento da receita de 28% e uma maior alavancagem operacional, com o lucro operacional mais do que quadruplicando em relação ao ano anterior. Como consequência, a margem operacional também se expandiu, atingindo 32% no trimestre (vs 25% no 4T23).”

Das 7 magníficas, Meta, do Zuck tem queda 

Todas as 7 magníficas, excluindo a Meta, do Facebook, tiveram alta das suas ações após os resultados do 1T24. Por que a Meta não? Segundo os analistas do BTG, o principal motivo da queda das ações da empresa foi o guidance de maior nível de investimentos em inteligência artificial. 

“A companhia estima que o capex ficará entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões em 2024, em comparação com estimativas anteriores de US$ 30 bilhões a US$ 37 bilhões. As ações da empresa fecharam o dia seguinte pós balanço com uma queda de 10,6%”, comentam os analistas.

A carteira do BTG: entra Pfizer (PFIZ34) e saem Fortinet (F1TN34) e Stone (STOC31)

Algumas alterações específicas na carteira BDR do BTG para o mês dos santos festeiros no Brasil foram feitas. Os analistas retiraram a Fortinet e a Stone. Sendo que a principal alocação na carteira recomendada é o setor de tecnologia (33% do total). Isso porque, segundo eles, a visão para o setor segue positiva.

Os fatores que determinaram essa alocação: desenvolvimentos recentes em inteligência artificial, sólido momento de resultados das companhias e, ROE estruturalmente elevado. 

“Destacamos que do ponto de vista técnico, os gestores institucionais aumentaram a exposição a ações em maio, com 94% dos membros do NAAIM (National association of active investment managers) alocados em renda variável, patamar próximo das máximas históricas. Dessa forma, estamos aumentando, marginalmente, a defensividade da carteira”, explicam os analistas do BTG.

Por que a Pfizer?  É uma das novidades. “Estamos construtivos com a tese de investimento da companhia com base no seu sólido momento de resultados, com uma surpresa do lucro por ação de 60,1% em relação às estimativas do consenso de mercado no 1T24 e o valuation atraente que a companhia negocia, em 1,7 P/VP. Estamos realizando alterações táticas, aumentando a exposição em Alphabet (+3%) e Exxon (+1%).”

Ágora questiona a complacência dos mercados com os EUA

Uma questão levantada pelos analistas da Ágora no que se refere aos EUA é bem pertinente para qualquer investidor: “até quanto durará a complacência dos mercados com esse cenário de juros altos na maior economia do mundo que já se estende por mais tempo do que se esperava anteriormente?”

De acordo com os analistas, existe um “inquestionável frenesi” em torno da Inteligência Artificial e, claro, dos ganhos de produtividade que ela representa. Não é segredo que o desempenho recente das ações das companhias que desenvolvem a “nona maravilha” do mundo, especialmente a Nvidia (The Chosen One, “A Escolhida”, em português) vêm em uma crescente impressionante. 

Para a Ágora, “esse é um dos principais (se não o principal) fatores para justificar o bom desempenho dos mercados americanos em 2024: o S&P 500, por exemplo, negocia atualmente a 18,7x os lucros esperados – um prêmio de pouco mais de 10% em relação à média dos últimos 10 anos”.  Conforme os analistas, é algo que não necessariamente será considerado caro à luz de um possível “novo normal”  no que diz respeito ao crescimento dos resultados corporativos futuramente, em função desses ganhos esperados. 

Três aspectos positivos principais que podem sustentar o desempenho dos ativos americanos segundo a Ágora:

  • A expectativa do início do ciclo de afrouxamento monetário por lá; 
  • os ganhos de produtividade esperados e seus impactos na dinâmica de preços ao longo dos anos; e
  • o retrospecto do desempenho dos mercados americanos em anos eleitorais em mais de cem anos – que é favorável. 

Segundo levantamento da Ágora, “desde 1928, nos anos em que os americanos votaram para um novo presidente, o S&P 500 subiu em 91,6% dos anos – com um ganho médio de 9,5% no período”. 

Alterações na carteira

Para o mês de junho, os ajustes são: saiem Albemarle Corp (A1LB34), Coca-Cola (COCA34) e Johnson & Johnson (JNJB34) e entra Mercado Libre (MELI34). “ Além de rebalancear os pesos da carteira, aumentando em 5% a exposição ao ETF Ishare S&P 500 (IVVB11) e em 5% as BDRs da Nvidia (NVDC34). 

Como ficou: Alphabet (GOGL34); Mercado Livre (MELI34); Ishare Russel 2000 (BIWM39); Nvidia (NVDC34); Ishare Core MSCI EM (BIEM39); Aura Minerals (AURA33); Booking (BKNG34); Ishare S&P 500 (IVVB11).

Outras carteiras para junho:

XP Investimentos: 3M (MMMC34); Alibaba (BABA34); ArcelorMittal (ARMT34); ASML (ASML34); Astrazeneca (A1ZN34); BP (B1PP34); JPMorgan Chase (JPMC34); Microsoft (MSFT34); Nike (NIKE34); Warner Bros. Discovery (W1BD34).

PagBank: Exxon EXXO34; Alphabet GOGL34; JP Morgan JPMC34; Microsoft MSFT34; Nvidia NVDC34

MyCap: Visa VISA34; Alibaba BABA34; BlackRock (BLAK34); Alphabet (GOGL34);  Verizon (VERZ34); Walmart (WALM34); Microsoft (MSFT34); Amazon (AMZO34); Meta (M1TA34); Mastercard (MSCD34).

Toro: AMZO34 Amazon; BERK34 Berkshire Hathaway; JPMC34 JP Morgan Chase; MELI34 Mercado Livre; MSFT34 Microsoft.

Terra: Amazon AMZO34; Apple AAPL34; Walmart WALM34; Disney Company DISB34; Coca-Cola COCA34; Johnson & Johnson JNJB34; BioNtech B1NT34; Tesla TSLA34; General Motors GMCO34; Intel ITLC34.

CM Capital: BERK34 Berkshire;JPMC34 JP Morgan; COCA34 Coca-cola; VISA34 Visa; BKNG34 Booking.

Quer saber quais as recomendações para investir em BDRs? Veja as análises e sugestões conforme diversos analistas no Clube Acionista, por aqui.

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Este post está disponível na íntegra no Clube.Acionista

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Cátia Chagas

Editora e produtora de Conteúdo do Portal Acionista e Clube. Foco em mercado de capitais; empresas e ESG. Atua também em Jornalismo de Produto (certificada pelo Knight Center for Journalism in the Americas). Jornalista graduada PUCRS; Especialização em Comunicação Política pela UNISC; MBA em Comunicação e Marketing para Mídias Sociais na Universidade Estácio de Sá; Especialização em Gestão e Governança Corporativa aplicada a práticas ESG. Com passagem pelos veículos G1RS; GZH e Grupo Sinos.
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Cátia Chagas

Editora e produtora de Conteúdo do Portal Acionista e Clube. Foco em mercado de capitais; empresas e ESG. Atua também em Jornalismo de Produto (certificada pelo Knight Center for Journalism in the Americas). Jornalista graduada PUCRS; Especialização em Comunicação Política pela UNISC; MBA em Comunicação e Marketing para Mídias Sociais na Universidade Estácio de Sá; Especialização em Gestão e Governança Corporativa aplicada a práticas ESG. Com passagem pelos veículos G1RS; GZH e Grupo Sinos.

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