Bayer reverte lucro líquido em prejuízo de US$ 11,23 bi no 2º tri

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tweet
Compartilhar no linkedin
Publique
Compartilhar no whatsapp
Encaminhe
Compartilhar no email
Envie

Newsletter

Receba notícias por Whatsapp

Receba notícias pelo Telegram

A Bayer obteve prejuízo líquido de 9,55 bilhões de euros (US$ 11,23 bilhões) no segundo trimestre deste ano, informou a companhia na manhã desta terça-feira. Com o resultado, a Bayer reverteu o lucro líquido de 404 milhões de euros reportado em igual período do ano passado. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado aumentou 5,6%, de 2,73 bilhões de euros no segundo trimestre de 2019 para 2,88 bilhões de euros.

As vendas da companhia recuaram 6,2%, a 10,05 bilhões de euros, em comparação com 10,71 bilhões de euros no segundo trimestre do ano anterior. A Bayer disse que os resultados incluem custos de indenização envolvendo os litígios relacionados ao glifosato e ao dicamba, assim como provisões para outros litígios.

No fim de junho, a companhia anunciou um acordo coletivo com pagamento de até US$ 11,3 bilhões para encerrar ações envolvendo os herbicidas. A companhia afirmou que seus resultados também foram afetados por reflexos relacionados à pandemia da covid-19.

O desempenho da fabricante de produtos farmacêuticos e agroquímicos veio dentro do esperado pelo mercado quanto ao lucro que vinha em declínio contínuo. Já em relação ao faturamento, a queda nas vendas interrompeu um ciclo de cinco trimestres consecutivos de alta.

Analistas consultados pela Vara Research estimavam Ebitda ajustado de 2,74 bilhões de euros e vendas de 10,40 bilhões de euros.

Quanto à receita, o maior recuo, de 16,7%, foi observado na divisão de atendimento ao consumidor. A divisão de produtos farmacêuticos, que representa cerca de 40% de suas vendas, obteve receita 9,7% menor, em virtude, segundo a companhia, do adiamento de tratamentos eletivos por causa da pandemia da covid-19. Por região, a maior queda de vendas foi observada na região Europa/Oriente Médio/África, de 11,3%, seguida pela América Latina, com redução de 6,4%.

Na Divisão Crop Science, que inclui produtos agrícolas, a receita de vendas da empresa aumentou 0,3% para 4,8 bilhões de euros, em relação aos 4,78 bilhões de euros reportados no segundo trimestre do ano anterior. O maior crescimento foi observado na região Ásia/Pacífico com lata de 7,9% nas vendas. Em volume, as vendas da divisão cresceram 3,5%. Por produto, as vendas de sementes de soja registraram maior incremento de 10,6% na comparação anual entre os segundos trimestres com aumento da área plantada com a oleaginosa na América do Norte.

A Bayer afirmou que as incertezas relacionadas à crise do coronavírus levaram a mudanças na demanda em algumas regiões e grupos de produtos, com efeitos negativos provavelmente devendo refletir ainda mais no segundo semestre deste ano. O Ebitda ajustado do segmento foi 28,4% superior ao apresentado em igual período de 2019, em 1,36 bilhão de euros.

A multinacional alemã disse que o acordo relacionado aos processos judiciais envolvendo o Roundup, herbicida à base de glifosato, resolveria aproximadamente 75% do litígio que tem cerca de 125 mil demandantes. O produto químico era produzido pela Monsanto, que a Bayer adquiriu em 2018 por US$ 63 bilhões. No comunicado divulgado nesta terça, a companhia afirmou também que está considerando as suas opções leais, incluindo um apelo ao Supremo Tribunal da Califórnia, em um caso já julgado do jardineiro Dewayne Johnson e que deve pagar cerca de US$ 30,7 milhões em indenizações.

Para o acumulado do ano fiscal de 2020, a Bayer revisou para baixo as perspectivas financeiras. A empresa espera que as vendas sem as operações descontinuadas totalizem entre 43 bilhões de euros e 44 bilhões de euros, de estabilidade a alta de 1%.

Antes, a Bayer esperava crescimento de 3% a 4% nas vendas. O Ebitda ajustado, estima a companhia, deve ficar em 12,1 bilhões de euros, ante previsão anterior entre 12,3 bilhões de euros e 12,6 bilhões de euros. A empresa informou que a revisão leva os reflexos da pandemia da covid-19 sobre as vendas da divisão farmacêutica.

Advertência

Declaramos que o Portal Acionista.com.br não se responsabiliza pelas informações divulgadas neste site e qualquer outro canal, tanto referente às matérias de produção própria , quanto matérias ou análises produzidas por terceiros ou reproduzidas de links autorizados, publicados nas nossas páginas a partir de uma seleção criteriosa, porém sem garantir sua integralidade e exatidão.
Matérias e  análises produzidas por terceiros são de inteira responsabilidade dos mesmos. As informações, opiniões, sugestões, estimativas ou projeções referem-se a data presente e estão sujeitas à mudanças conforme as condições do mercado, sem prévio aviso.
Informamos, ainda, que o Acionista.com.br não faz qualquer recomendação de investimento e que, portanto, não se responsabiliza por perdas, danos, custos e lucros cessantes decorrentes de operações financeiras de qualquer tipo, enfatizando que as decisões sobre investimentos são pessoais.
Importante lembrar sempre: ganhos passados, não são garantia de ganhos futuros.

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Publicidade

Leia também

Destaques da bolsa ativos durante o pregão - das 10h as 17h - Fonte: Google Finance - delay aprox. de 20 min.

*Dados inativos fora do horário do pregão.

Especial Resultados 3T20 já disponível

Confira os relatórios e comentários sobre o desempenho das empresas neste trimestre.

Aproveite as últimas oportunidades para aproveitar as quedas de 2020