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A lição nº1 que não funciona na prática

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Os educadores financeiros da linha tradicional adoram repetir frases como:

“Mantenha o padrão de vida mesmo que os seus ganhos aumentem”

“Destine um percentual da renda para cada área das suas finanças”

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“O segredo da riqueza está em gastar menos do que ganha”

Mas convenhamos, falando assim é bastante fácil, o problema é que na prática a coisa é bem diferente. Quando eu tomei contato com o mundo das finanças pela primeira vez, eu já era uma economista formada e em meio a crise que vivíamos em 2015 acabei aceitando trabalhar como bolsista em uma empresa ganhando pouco mais que um salário-mínimo.

Como eu era bolsista, não havia nenhum benefício como plano de saúde, vale transporte, vale alimentação, etc. Sendo assim, eu vivia em uma situação bastante limitada no quesito financeiro, porém me vestia como uma executiva e sempre sonhei grande.

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Na situação em que eu me encontrava, eu acabava me envolvendo com atividades mais operacionais e tinham momentos que eu me sentia até ociosa lá na empresa. Isso me incomodava muito!

Pelo fato de eu ter sido sempre uma pessoa inquieta, eu buscava muito conteúdo no YouTube com o propósito de aprender alguma coisa enquanto eu trabalhava. Foi nesse instante que me deparei com os canais do YouTube ‘Me Poupe’, ‘A Rica Simplicidade’ e ‘Primo Rico’.

Eles já tinham muita presença no meio digital, mas nada próximo do que são hoje. Tomar contato com os conteúdos de Finanças foi libertador. Eu estava tão desiludida com a minha profissão que aquilo foi como encontrar a luz no fim do túnel.

Eu fiquei praticamente viciada nesses vídeos que falavam de Finanças e sentia que a minha vida já estava resolvida, eu só precisava encontrar formas de ganhar mais dinheiro e montar meu plano de independência financeira.

Naquela época eu me sentia pronta para ser uma profissional renda alta, pois sabia que não cairia na bobagem de aumentar os meus gastos conforme aumentassem meus ganhos. Ou acreditava que eu teria um percentual destinado para cada área da minha vida e estaria tudo resolvido para eu apenas seguir a vida enquanto meu plano perfeito de liberdade financeira estivesse rodando.

Só que quando meus ganhos aumentaram eu não consegui fazer com que meus gastos não aumentassem junto. Sabe o porquê? Porque a verdade é que quando eu ganhava quase que um salário-mínimo eu passava o maior perrengue!

Eu não conseguia ir em bares e restaurante com as minhas amigas, eu comia um lanche na hora do almoço, não comprava roupas e sapatos, estava sempre preocupada porque ganhava muito pouco e ainda recebia alguma ajuda dos meus pais e do meu namorado da época. Eles não me ajudavam me dando dinheiro diretamente, mas pagavam algumas coisas para mim (muitas coisas na verdade!).

Sendo assim, mesmo tendo uma renda baixa, eu viajava, frequentava lugares legais, andava bem-vestida, conheci restaurantes caros, porém quem bancava era sempre meus pais ou meu namorado. Quem via de fora achava que eu era uma mulher de muita sorte, mas internamente eu me sentia um completo fracasso e aquilo era uma tortura para mim, pois eu queria ser independente!

Sendo assim, quando eu finalmente tive acréscimos de renda adivinhem o que aconteceu? Minha situação financeira continuou sendo apertada, só que eu estava mais independente.

Além disso, ao passo que você cresce e prospera financeiramente, você não vai frequentar os mesmos lugares de quando não tinha dinheiro. Já pensou um médico levando a esposa a um bar universitário? Ou usando as mesmas roupas da época da faculdade. Na prática, a teoria de não aumentar o padrão de vida não funciona. Além de não funcionar, ela pode trazer problemas na sua vida profissional e pessoal.

Nesse instante, sempre vem aqueles que dizem: Mas, Laura, isso é lógico! Por isso que a ideia de destinar percentuais para cada área da vida é o que funciona, pois ao passo que a renda aumenta, você aumenta a quantia para cada área.

Você tem certeza mesmo que isso funciona na prática?

Pense comigo, se nos seus planos 30% são destinados a moradia e:

Você ganha R$3.000 por mês: R$900,00

Você ganha R$30.000 por mês: R$9.000,00

E, mais uma vez, olhando assim você pensa: Lógico que isso funciona na prática!

E eu te afirmo que é uma estratégia que não apenas pode não funcionar como também não deveria. No primeiro exemplo pode ser que a pessoa more em uma cidade onde para conseguir esse gasto em moradia precise dividir um imóvel com outras pessoas. Mas tem um fator que ninguém de conta chamado contexto. Dependendo do contexto que a pessoa vive, isso pode não ser factível.

Assim como, no segundo caso, destinar R$9.000,00 para a moradia pode ser desnecessário. Em termos práticos essa lógica de “percentuais” acaba não acontecendo porque a vida é dinâmica e os contextos e particularidades de cada indivíduo variam muito.

Entenda, dinheiro serve para cobrir, basicamente, três aspectos da sua vida:

– Necessidade

– Objetivos

– Valores

Mas, cada indivíduo é único. Você não têm ideia do tamanho de particularidades que cada pessoa vive. Estratégias como “não aumentar o padrão de vida” e “destinar um percentual” são engessadas demais e em todos os casos que eu acompanhei na prática ela não se encaixavam.

Se essas estratégias não funcionam, o que funciona?

Eu prefiro adotar uma estratégia que vai de trás para frente:

1º Defina o que é uma vida de Alto Padrão para você.

Qual o preço mensal desse estilo de vida. O quanto você quer destinar em cada área. Posteriormente, calcule o quanto isso seria por ano. É muito importante visualizar o quanto seria em termos anuais quando somos profissionais liberais, empresários e autônomos.

Faça isso mesmo que você ainda não tenha renda suficiente para esse padrão de vida. Isso é um mecanismo para que haja um “valor alvo” e permite com que você esteja blindado de não apenas ir no “deixa a vida me levar” e só gastar mais conforme ganha mais.

A ideia de só gastar sem pensar é falaciosa, uma fantasia! Não cultive essa ilusão de poder só “sair gastando” sem pensar. As poucas pessoas que atingiram o patamar de poderem se dar o luxo disso, perceberam que a vida é mais que isso.

Além disso, as muitas pessoas que eu convivo e que levam um padrão de vida bastante elevado, cuidam do seu dinheiro e sabem o valor dele.

Acreditar na ideia que ser rico é gastar sem pensar é infantil. Isso acontece porque, com relação às finanças, de fato ainda somos crianças. Pois não nos ensinaram a sermos maduros com o dinheiro e passamos a vida nos entretendo com séries e programas de TV que contam mentiras do que é ter uma vida financeiramente abonada.

2º Tenha um orçamento, mesmo que no caderno.

Agora que você sabe o “preço” de uma vida de alto padrão e sabe onde quer chegar. Defina um orçamento para os gastos do mês dentro da sua realidade de renda. Nessa hora a dura realidade bate na porta: muitas pessoas não sabem o quanto ganham, não sabem “pra onde vai” o seu dinheiro e algumas até misturam as contas de pessoa Física e Jurídica.

Esse orçamento não tem regras e pode ser reelaborado todos os meses. Nesse momento você verá o como o cartão de crédito sem controle sabota as suas finanças, pois você compromete as suas disponibilidades dos meses subsequentes e isso vira uma bola de neve.

3º Tenha um plano de investimento.

Defina o valor a ser aportado todos os meses para seus investimentos e lembre-se: Mesmo que o valor do aporte seja de R$50,00 já valeu para fins didáticos. No início de uma carreira realmente pode haver limitações, mas é importante ter um plano com um objetivo a ser atingido, por exemplo: Como atingir R$1milhão em 15 anos? Quanto devo aportar? Qual rentabilidade preciso alcançar?

Quando você tem um valor definido para aportar todos os meses aos seus investimentos, você se torna mais livre com o restante da renda que você recebe. Lembre-se que o tempo será o seu melhor amigo! A mesma lógica que gera efeito bola de neve em dívidas, gera um efeito bola de neve em investimentos. O segredo é a paciência, resiliência e a constância.

Espero que esse conteúdo tenha feito a sua cabeça trabalhar! Meu objetivo aqui é quebrar padrões e mostrar que o que não funciona na prática não serve pra você. Não existem regras rígidas para se levar uma vida de alto padrão.

E claro que eu não poderia finalizar sem dizer que você é um ser humano e MERECE uma vida de alto padrão, equilibrada e feliz.

Um grande beijo e ‘vamo investir’!

Laura Pacheco

Laura Pacheco

Sou economista especializada em Finanças, trabalhei no mercado financeiro orientando profissionais de alta renda a sofisticarem suas decisões de investimento e atualmente atuo como educadora financeira. Através de cursos e palestras, mostro que investimento não só pode como deve fazer parte da rotina do cidadão brasileiro. Insta: @economistalaura

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