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Pode ter uma boa pitada de retórica a fala do ministro Paulo Guedes, da Economia, avisando aos navegantes que o Brasil saiu oficialmente da recessão. Pra quem perdeu trabalho e vive com uma ajuda de R$ 300,00 ou R$ 600,00 por mês – e por tempo determinado! – isso ainda precisa ser traduzido em miúdos, e graúdos, mas para quem já está com o barco no mar é uma notícia alvissareira. O vento começa a soprar a favor.

“Belíndia” noves fora, o mercado de capitais está ganhando invejável musculatura, a ponto até de um brechó abrir capital. Quem diria que o concentrado e elitista mercado brasileiro fosse abrir o leque e começar abraçar uma nova realidade, “a cada dia mais diversa e inclusiva” como definiu o próprio presidente da Bolsa de Valores do Brasil, a B3.

Enquanto as companhias aéreas extinguem um terço das rotas pré-pandemia, empresas de vários setores quebram, encolhem e se adaptam a duras penas ao novo momento, a B3 vai muito bem, obrigado. Ao apresentar resultados do 3º trimestre, mostra que a receita total atingiu R$ 2,535 bilhões, com extraordinária alta de 48,6% sobre igual período do ano passado.   

Gilson Finkelsztain, o big boss, falou em “compromisso com a excelência e a resiliência operacional”, destacando ainda que desde o início deste ano a base de investidores de varejo cresceu 84%, atingindo 3,1 milhões de contas (em 30 de setembro). E se os bons e novos ventos já chegaram à rua XV de Novembro, no centro velho de São Paulo, é hora de colocar o champagne para gelar; afinal o mercado de capitais é um importante vetor de financiamento para o crescimento do País.  

PETROLEUM

A 3R Petroleum estreou na B3 (ticker RRRP3), dia 12 último, captando na abertura de capital R$ 690 milhões. O core business da companhia é aquisição de campos de petróleo maduros, isto é, fontes que já estão em operação e entram na fase de declínio de produção.

Esta eventual parceira da Petrobras é a 160ª empresa listada no segmento do Novo Mercado.

AERIS

Produtora de pás para turbinas de energia eólica, a companhia Aeris (AERI3) movimentou R$ 834,6 milhões em ofertas primárias, no dia 11 da semana que passou. Além destes recursos, acionistas pessoa física negociaram suas ações no valor de R$ 294,6 MM, em oferta secundária, totalizando, assim, R$ 1,13 bilhão.

A companhia deverá modernizar suas (duas) fábricas e elevar a capacidade atual de produção das atuais 4.000 pás/ano. Na data do IPO, Aeris foi a 159ª empresa listada no segmento do Novo Mercado.

ENJOEI

No último dia 9 foi a vez do brechó chique Enjoei estrear na Bolsa de Valores. Com um e-commerce de praticamente 2 milhões de vendedores e 1,5 milhão de compradores, a companhia (ticker ENJU3) movimentou R$ 1,1 BI.

Na oportunidade, Gilson Finkelsztain (presidente da B3) disse que o mercado de capitais brasileiro remodela seu perfil, ficando “cada vez mais diverso e inclusivo”. Ela foi a 158ª empresa listada no Novo Mercado.

RECOMPRA

A Marfrig emitiu comunicado noticiando a autorização de seu Conselho de Administração para a recompra de 4,2 milhões de ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, de emissão da companhia, com recursos identificados no ITR do primeiro semestre.

RATING

O IRB-Brasil Resseguros, que tem proporcionado fortes emoções aos seus acionistas nos últimos meses, comunica que a agência Standard&Poor’s Global Ratings (“S&P”)  atribuiu o rating “brAAA” para a segunda emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações. O montante da emissão é de R$ 300 MM (já divulgado em Fato Relevante e nesta coluna também).

DIREITO

De 24 a 27 deste mês teremos o 7º Encontro Abrasca de Direito das Companhias Abertas, no formato online, com apoio de mídia do Portal Acionista.

No temário, as Ofertas Públicas, Class Action, cases de M&A e a política ESG nas companhias brasileiras. Veja a programação detalhada pelo link www.encontrodedireito.com.br.

ETANOL

A Ambipar, empresa especializada em gestão ambiental, e a Copersucar, cooperativa dos produtores de açúcar e álcool, lançam a campanha “Vá de Etanol”, com o objetivo de conscientizar a população sobre os benefícios do biocombustível fartamente utilizado em todo o território nacional.

Segundo a Ambipar, o uso exclusivo de etanol em sua frota de automóveis reduz em até 90% a emissão de CO2 na atmosfera.

CUSTO BRASIL

O Brasil desperdiça R$ 1,5 trilhão por ano com o chamado “Custo Brasil”. Os dados – correspondentes a 22% do Produto Interno Bruto – são resultado de um diagnóstico feito pelo Ministério da Economia em parceria com a iniciativa privada no projeto “Redução do Custo Brasil”.  Nesta oportunidade foram avaliados 12 itens, tais como abrir um negócio, financiamento, capital humano, pagamento de tributos, infra e ambiente jurídico eficaz.   

SOLAR

A preocupação ambiental somada ao custo/benefício tem levado ao crescimento do uso da energia solar no país. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), no terceiro trimestre foram importados cerca de 3.5 GW de painéis solares.

Para a Tek Trade, empresa de comércio exterior de Santa Catarina, até o final do ano a projeção é alcançar um incremento de 17% em importação de módulos fotovoltaicos, neste ano, em comparação a 2019. A pandemia arrefeceu os ânimos, mas o fluxo já foi retomado.

MULHERES

O Portal Acionista abriu um espaço para discutir o papel da mulher em vários setores da vida nacional. Já existem matérias postadas e você poderá avaliar e opinar. Vê lá:  https://acionista.com.br/mulheres/

INCLUSÃO

A Suzano, fabricante de bioprodutos a partir do eucalipto, realizará de 16 a 20 (nesta semana, portanto) a “Semana da Celebração da Inteligência Negra”, promovendo conteúdos sobre tecnologia, empreendedorismo e futuro do trabalho. Neste período reunirá nomes expressivos como a empresária e ativista Luana Genót, a empresária e escritora Monique Evelle, a influencer Veronica Oliveira, Kizzy Terra e Hallison Paz, engenheiros da computação e fundadores do canal “Programação Dinâmica.

ATIVOS

Fundada em 1831, a Generali é um dos grandes grupos internacionais gerenciadores de ativos e seguros, com mais de 70 mil funcionários e 61 milhões de clientes em 50 países. No Brasil acaba de assumir como diretor de finanças e controle o economista e mestre em finanças Karim Ajroud.

ARTIGO

Desenvolvendo a cultura da ética organizacional

(*) Claudia Pitta e Thais Blanco

Se existe uma fórmula simples para explicar ética organizacional, é esta frase de Brian Gallanger: “an ethical company is less about having good or bad people and more about effectively designing contexts in which good behavior can flourish.” 

De fato, as ciências comportamentais já demonstraram, de forma indiscutível, a influência dos fatores ambientais em nossa conduta ética. Esses fatores compreendem desde a efetividade do sistema jurídico do país e o grau de tolerância social ao ilícito, até os aspectos inerentes à organização, como a política de incentivos financeiros, a transparência e abertura com que questões éticas são tratadas, entre tantos outros elementos.

O conjunto desses fatores e suas interrelações geram, reforçam ou transformam uma força invisível, porém arrebatadora no direcionamento do comportamento humano: a cultura. É a cultura que estabelece as regras sobre o comportamento esperado das pessoas, que nem sempre coincidem com as leis vigentes ou as políticas formais da organização. O ambiente cultural em que estamos inseridos nos sinaliza recompensas ou ameaças de punição, nos encorajando ou impedindo de agirmos de acordo com nossos valores éticos.

Após tantos escândalos corporativos envolvendo empresas que dispunham de governança e programas de Compliance, ficou evidente que sistemas de regras formais, apesar de muito importantes, não são suficientes para direcionar conduta. Na prática, se existe um descolamento entre as regras formais e as informais, as últimas prevalecerão.

A cultura é essencial tanto para o sucesso da implementação da estratégia do negócio, quanto para a ética e a sustentabilidade da organização. De forma didática, dizemos que a cultura de uma organização é composta de dois componentes – Os Valores e os Pilares Estratégicos. Os Pilares Estratégicos da cultura são aqueles que viabilizam a estratégia do negócio. Eles são mutáveis no tempo e entre diferentes empresas: agilidade, inovação, simplicidade, foco no cliente etc. Já os Valores são constantes e não deveriam variar entre organizações: conformidade, integridade, respeito, confiança etc.  Costumamos afirmar que uma organização que falha nos seus valores tem uma cultura disfuncional.  Um ambiente cultural disfuncional (ou tóxico) promove comportamentos ilegais, ofensivos, discriminatórios e negligentes, podendo resultar em danos para a própria empresa e para um enorme contingente de stakeholders, como acontece com acidentes que poderiam ter sido evitados ou esquemas fraudulentos de grandes proporções, como corrupção e carteis.

Na era da transparência, não é mais possível controlar a narrativa sobre a realidade cultural das empresas. Além das redes sociais tradicionais, plataformas especializadas como Glassdoor disseminam para o grande público as avaliações dos colaboradores sobre a organização. E trabalhando essa enorme base de dados, é possível extrair diversas conclusões sobre a cultura das empresas, sem sequer consultá-las.

Não é de estranhar, portanto, que Cultura Organizacional tenha se tornado um tema central da agenda corporativa, inclusive dos Conselhos de Administração. Contudo, pouco se sabe sobre como evoluir a cultura ética de uma organização.

Existem metodologias para isso. O trabalho deve partir de um diagnóstico independente que mostrará o grau de maturidade ética da empresa. Apresentá-lo e discuti-lo com a alta liderança é uma etapa crucial do processo. É comum que existam pontos cegos ou até mesmo uma forte negação da realidade, ainda que sem qualquer intenção. Esse reconhecimento pelos líderes de “onde estamos” do ponto de vista ético é o primeiro passo para a transformação.

A seguir, é preciso definir “onde queremos chegar”. Nem toda a organização precisa adotar uma estratégia e uma cultura ESG completas, o que seria o estágio mais avançado da ética organizacional. Optar por reforçar uma cultura de conformidade, onde o foco é no cumprimento de leis e políticas internas da empresa, já é um objetivo louvável para grande parte das empresas brasileiras. Não é raro que os líderes (diferentes acionistas, Conselho de Administração, Diretoria) não tenham uma visão comum sobre onde a empresa gostaria de chegar em termos de ética e quais os impactos dessa decisão para o negócio. Se não houver esse consenso, é importante que ele seja construído neste momento. Aqui, deve-se definir também o timeline dessa transformação. Ela é emergencial se a empresa já sofre prejuízos financeiros, reputacionais, pressão de investidores e outros stakeholders. Mas, se o contexto for menos crítico, o processo pode ser mais lento. A velocidade da transformação também determinará o nível de ruptura necessário no processo de transformação. Velocidade e nível de ruptura não podem acontecer ao acaso, e sim, através de um planejamento bem estruturado.

Apenas com essas premissas bem definidas é possível partir-se para o desenho de um plano de ação. O plano poderá envolver desde mudanças na governança da empresa, implantação ou melhoria de programas de integridade, mudanças em políticas de recursos humanos, decisões de estratégia e modelo de negócio, adoção de posicionamentos públicos sobre determinados temas, substituição de executivos, entre tantas outras ações. As ações serão mais ou menos radicais conforme a intensidade da transformação e o timeline definido.

Todas essas etapas perpassam questões sensíveis no contexto organizacional. Por isso, devem ser endereçadas com profissionalismo, imparcialidade e maturidade.

(*) Claudia Pitta é sócia fundadora da Evolure Consultoria; Coordenadora da Comissão ESG do Ibrademp – Instituto Brasileiro de Direito Empresarial; professora de Ética e Governança; mestre em Direito pela UFRGS e Pós-MBA Advanced Boardroom Program pela Saint Paul Escola de Negócios.

Thais Blanco é sócia fundadora da Evolure Consultoria e da THBlanco Gestão da Transformação. Graduada em Engenharia pela Universidade Mackenzie/SP, é também especialista em Marketing pela ESPM/SP e tem pós-MBA Advanced Boardroom Program pela Saint Paul Escola de Negócios.

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