A Petrobras (PETR4) divulgou resultados decepcionantes para o quarto trimestre de 2024, registrando um prejuízo líquido de R$ 17 bilhões, ao mesmo tempo em que anunciou um pagamento de R$ 9,1 bilhões em dividendos. Essa performance mascarava um 2024 marcado por desafios, com previsões que apontavam para um desempenho financeiro mais robusto no futuro.

Desempenho financeiro e previsões

No último trimestre, o prejuízo líquido de R$ 16,962 bilhões representa uma queda drástica se comparado ao lucro líquido de R$ 31,163 bilhões no mesmo período do ano anterior. A expectativa do mercado previa um recuo menor, de cerca de 32,8% em reais. Contudo, o resultado real foi surpreendente e abaixo das estimativas da Bloomberg, que projetavam uma perda, mas estavam longe do impacto real.

A respeito dos números totais de 2024, a estatal encerrou com um lucro líquido de R$ 37,009 bilhões, um declínio acentuado em relação aos R$ 125,166 bilhões registrados em 2023. O prejuízo líquido atribuível aos acionistas também foi expressivo, atingindo R$ 17,044 bilhões, uma reversão significativa em relação ao lucro do ano anterior.

Impactos de mercado e expectativas futuras

As perdas da companhia foram atribuídas a fatores contábeis e variações cambiais. Segundo Magda Chambriard, presidente da Petrobras, “a variação do lucro que reportamos se deve, fundamentalmente, a uma questão de natureza contábil que não afeta nosso caixa”. Esse contexto reflete a complexidade das operações da companhia, que, ainda assim, mantém o foco na recuperação e na melhoria de sua estrutura de capital.

Além disso, o cenário para 2025 é mais otimista, com expectativas de produção maior e retornos significativos para os acionistas, alimentados pelo aumento dos preços do petróleo e um câmbio mais favorável. Analistas acreditam que a Petrobras está no caminho certo para aprimorar sua rentabilidade e reduzir os riscos, o que pode beneficiar quem decide investir agora.

Dividendos e remuneração ao acionista

O montante de R$ 9,1 bilhões em dividendos anunciados representa uma redução de 35,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa quantia, que totaliza R$ 0,7095 por ação, aguarda agora aprovação na Assembleia Geral Ordinária (AGO) marcada para abril de 2025. A proposta, caso aprovada, levará a um total de R$ 75,8 bilhões em remuneração aos acionistas, um passo importante na tentativa de restaurar a confiança dos investidores na estatal.

Pertinente ao mercado, a Companhia já adota uma política que garante dividir 45% do fluxo de caixa livre com seus acionistas, o que pode tornar a compra de ações da Petrobras uma opção atraente para muitos investidores que buscam retorno com dividendos.

O desempenho da Petrobras no último trimestre nos mostra que, apesar dos desafios, a companhia está ciente de suas realidades financeiras e busca caminhos para melhorar. A recuperação começa pela gestão eficiente de seus ativos e foco em gerar maior valor a longo prazo.

Para investidores que desejam se aprofundar nas oportunidades do mercado, o Clube Acionista oferece um leque de informações valiosas, incluindo análises de desempenho e recomendações sobre ações como a da Petrobras, além de outras empresas promissoras. Fique atento às novidades e aproveite para otimizar seus investimentos!

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