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30% das mulheres cogitaram deixar o emprego na pandemia

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O acúmulo de atividades domésticas aliado à dificuldade em gerenciar o grande volume de trabalho durante o home office, menor motivação pessoal e a baixa sensação de bem-estar são algumas das barreiras profissionais relatadas por profissionais mulheres que adotaram o trabalho remoto devido à pandemia da Covid-19. Esses fatores, segundo pesquisa feita pela Kearney com mil mulheres nos Estados Unidos, fizeram com que pelo menos 30% das entrevistadas pensassem em deixar o emprego.

As participantes do estudo têm entre 25 e 45 anos, carreiras consolidadas e grande potencial de crescimento em suas empresas. Cerca de 30% delas migraram para o home office no início do isolamento social, enquanto 20% já trabalhavam, principalmente, em casa e 50% continuaram no escritório.

O cenário identificado pela consultoria global de gestão estratégica também está sendo vivido pelas brasileiras.

“Temos conversado com muitas mulheres nesse período, as que não têm filhos mostram insatisfação com o aumento do volume de trabalho, o isolamento e a falta de relacionamento com lideranças e pessoas-chave. Já as casadas e com filhos, além de tudo isso, ainda reclamam do aumento dos afazeres em casa e a falta de uma rede de apoio”, disse Sandra Strogren, gerente sênior de recursos humanos da Kearney Brasil, ao portal Universa, em entrevista sobre o tema.

“No virtual, as reuniões são mais formais, o que cria uma barreira de acesso às lideranças, porque agora não tem mais aquela conversa de corredor, no horário do café, não há tanto espaço para a informalidade, e isso afeta principalmente as mulheres”, complementa a executiva.

Foto: yanalya – Freepik

Políticas mais flexíveis favorecem as mulheres

Para que as empresas possam reter e criar um ambiente de trabalho mais saudável para as mulheres, é preciso entender que elas têm realidades diferentes da maioria dos homens, e criar políticas mais flexíveis. Adaptar as demandas ao contexto e à necessidade de cada colaborador contribui para evitar a queda no rendimento e até mesmo casos de burnout.

“Nós temos, por exemplo, funcionárias que decidiram começar seu horário de trabalho no período da tarde, porque de manhã há maior demanda na casa e dos filhos. Também criamos um menu de opções para tentar melhorar a qualidade de vida, em que os times podem escolher, por exemplo, bloquear um horário na agenda para fazer um almoço mais longo ou para atividades pessoais”, conta Sandra sobre as medidas adotadas pela Kearney.

Ferramentas virtuais também foram criadas para facilitar a integração com happy hours e encontros informais com a liderança como o “Rede de Mulheres”, onde lideranças femininas podem compartilhar, em grupo, medos, estratégias e desafios.

“Antes da pandemia, já era difícil, ser a única mulher em uma reunião. Agora isso se acentuou, porque não temos as mesmas conexões de antes, o que gerou mais insegurança”, afirma.

Sandra Strogren recomenda para as empresas outras ações como buscar formas de ajustar o fluxo de trabalho, ajudar as equipes a estabelecerem limites em suas cargas horárias, focar menos no tempo e mais nos resultados, além de criar espaços para que líderes se conectem com seus times.

Com informações do Universa e IstoÉ Dinheiro.

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