#20 – Um guia para montar a trilha da sua Carteira

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Aos que gostam de um guia, resolvemos elaborar com base em diversas sugestões de carteiras, um modelo geral que sirva como um “guia” para ajudar onde e como pensar na hora de distribuir o dinheiro nos ativos da carteira.

Logicamente, são ideias e não servem como regra, mas sim sugestões para ajudar neste caminho rumo ao sucesso financeiro.

Geralmente começar é o mais difícil, pois demanda de criar o hábito e acreditar que os passos da trilha serão assertivos.

Seria ótimo entrar na maratona com o “atalho” direto para o meio do caminho ou já na reta final, no entanto, saiba que para vencer é preciso dar um passo de cada vez.

Portanto aqui vão os primeiros passos:

Tenha metas anuais

A definição desta meta é muito pessoal, mas ela deveria estar voltada entre o quanto em dinheiro você consegue poupar ao mês e o quanto você espera ter (via esse dinheiro poupado + investimentos) no fim do ano.

Para quem está no início do caminho, poupar gera mais efeito no resultado final do que o retorno do investimento. Veja: Se você começar com R$ 10 mil e define como meta R$200 por mês, independentemente do rendimento dos seus investimentos, uma meta de rentabilidade já pode ser batida pois R$200 já significa o crescimento do patrimônio de 2% em um mês.

Por outro lado, quando você chegar a R$100 mil, esse dinheiro poupado terá menos efeito que a rentabilidade via desempenho dos investimentos.

Tenha um propósito

O sucesso financeiro, em termos gerais, tem a capacidade de proporcionar valor de diversas formas.

Como a segurança, em caso de algo sair do prumo e você precisar de uma solução rápida. Portanto ter algum dinheiro guardado pode ajudar a amenizar alguns acontecimentos.

A possibilidade de investimentos e crescimento pessoal, ou seja, quanto mais você investe mais longe poderá ir.

Permite errar, isto é, se você possui reserva financeira pode se dar ao luxo de arriscar com coisas novas, errar, aprender e começar novamente.

E o consumo, envolvendo o uso de bens e serviços que melhoram a qualidade de vida.

Estes são conceitos de valor que o dinheiro pode proporcionar através de um propósito de acúmulo da moeda. O ponto principal é entender que isso não ocorrerá “cortando o cafezinho” ou deixando de comemorar alguma data especial, mas sim de usar os benefícios da rentabilidade dos juros; tentando trocar a ideia de pagar juros – financiamentos -, por receber juros compostos via investimentos.

Tenha paciência e seja ágil

Crescer com segurança é respeitar o tempo, contudo isso não significa passividade, é preciso ser ágil.

O exemplo abaixo mostra os três tipos de evoluções. Na linha azul se você só realiza aportes mensais, na linha verde considera uma aplicação inicial e deixar parado só rendendo juros compostos e na linha vermelha a evolução do capital via aportes mensais e rendimentos com juros compostos.

Fonte: Matematicabasica.net

No gráfico, foi considerado como exemplo um valor inicial de R$ 1.000,00 com aporte mensal de R$ 900,00, com uma taxa de juros anual de 6%.

A melhor hora de começar é agora.

Perde-se muito tempo pensando no que fazer e o que escolher esquecendo que ficar de fora também tem um custo.

Quanto devo esperar de retorno?

Motivado em começar, entendendo os benefícios dos aportes recorrentes e os juros compostos, você deve estar se perguntando sobre o nível de expectativa de lucro ao longo deste tempo investindo.

Se considerarmos que o maior investidor de todos os tempos, Warren Buffett, gerou ao longo do tempo uma média de 20% ao ano, é coerente pensar que não teremos a mesma performance. Lembrando que a média desta rentabilidade não retrata uma realidade clara, pois ao longo dos anos, ocorreram rendimentos de 70% seguidos por anos de -40%. Portanto, a volatilidade faz parte dos investimentos e só a convicção nos três passos ditos acima farão com que você não se perca no caminho.

Direto ao ponto.

Segundo diversos analistas, uma boa rentabilidade sugerida entre portfolios seria a expectativa de retorno médio próximo de 5% ao ano, ou seja, 5% mais inflação (lucro real). Considerando o exemplo de Buffett, haverá anos que esse valor será superado e outros não, contudo o foco na média dos anos é o que de fato concretizará a evolução.

Se você esperar retornos mais expressivos, saiba que eles também estarão acompanhados de riscos também expressivos.

Como colocar em prática agora

Ter metas, propósito, paciência e agilidade envolve entender que vivemos em uma constante adaptação. Uma trilha pode ser seguida de diversas formas mesmo que ela tenha o mesmo destino final. Não existe um portfolio perfeito.

O investidor que possui uma carteira diversificada precisa entender que o mercado vive de expectativas, na qual se concretizam ou não, que ao longo do tempo demandam de reequilíbrios para ajustar-se a nova realidade de possibilidades de retorno.

Por isso, listamos as principais sugestões para você começar a montar a sua carteira diversificada:

#1 Reserva de Emergência

Essencial para qualquer investidor como já explicamos em etapas anteriores.

Para essa reserva sugerimos Tesouro Selic ou Fundos DI de taxa zero, com o objetivo de ter aplicado uma quantidade que consiga cobrir entre 3 a 9 meses de despesas.

#2 Fundos de Investimentos

Como comentamos na etapa #5 A alimentação perfeita para os seus investimentos segue a ideia de acreditar na capacidade do gestor em alocar o dinheiro enviado da melhor forma.

Com investimentos em fundos é possível diversificar tanto em ideias (diferentes gestores) como em classes e geografias.

#3 ETFs

Investimentos passivos, aqueles que acompanham alguma referência, também é alternativa para colocar na carteira. Não é fácil “ganhar” do mercado, principalmente com alocações pontuais, então investir em ETF é a melhor alternativa para acompanhar o mercado com uma boa diversificação e baixo investimento inicial.

Exemplo: ETFs que replicam o Ibovespa, Small Cap, Inflação e etc.

#4 Fundos Imobiliários (FIIs)

A solução para acompanhar o crescimento imobiliário. Contando com a possibilidade de serem geradores de renda e com a característica distribuição de dividendos, ainda levando em consideração que essa distribuição ainda é isenta de IR.

A sugestão de diversos analistas está sempre em diversificar os FIIs entre fundo de papel (aqueles que investem em produtos que financiam o mercado imobiliário como CRI, LCI e LH) e os fundos de tijolos (aqueles que colocam o dinheiro no imóvel e se rentabilizam com aluguel, vendas e etc).

#5 Ações

Diversificar entre empresas pode oferecer diferentes oportunidades de retorno, como em empresas de grande porte para acompanhar a evolução econômica e resiliência do ativo, aquelas geradoras de caixa e com característica de distribuição de dividendos, assim como, em empresas de médio e pequeno porte que, apesar do acréscimo de risco, pode oferecer maiores retornos.

Segundo analistas, uma carteira de 10 a 15 ações pode acompanhar 1/3 de cada classe.

#6 Proteções

Na função de defender a carteira em períodos de crise, o principal tema está dentro de você, sem se desesperar e vender tudo por qualquer preço, mas sim mantendo-se confiante nas escolhas e aproveitando os períodos de queda para comprar mais e ser ágil em adaptar os equilíbrios.

A melhor carteira é aquela que deixa você dormir a noite. Portanto, opte por alternativas que faça você se sentir confortável.

Em termos de proteção, a sugestão de alocação são aquelas correlação negativa com a Bolsa, como dólar e ouro.

#7 Investimento Internacional

Investir no exterior está cada dia mais fácil sendo mais uma alternativa para captar bons retornos e encontrar produtos de qualidade.

Há diversas alternativas para realizar a aplicação, a forma mais simplificada é via ETFs e BDRs, mas também pode ser realizado via Fundos de Investimentos ou até abrindo conta e aplicando de forma direta.

#8 Criptomoedas

Este é um tema pouco comentado no portal, mas sabemos que está crescendo. Por isso, não podemos deixar de citar como uma alternativa de altíssimo risco para ter na carteira.

Segundo analistas, o percentual máximo sugerido em alocação neste tipo de ativo é 1%.

9# Previdência Privada

Por último, o ativo de longuíssimo prazo que irá proporcionar proteção patrimonial no longo prazo. Este não será protagonista na carteira, mas será relevante no fim da jornada, mais próximo da reta final de sua trilha.

As duas alternativas mais sugeridas são, VGBL para quem não declara o IR no formato simplificado e PGBL para quem realiza a declaração completa pois possui o benefícios de deduzir 12% do imposto de renda (IR).

MAIS UMA ETAPA CONCLUÍDA

Hoje tratamos de diversas alternativas para você montar sua carteira de investimentos, podendo usar como lista ou referencia para identificar o que falta para seguir sua trilha.

Em que etapa você está? Já possui algum dos itens?

Conte conosco para ajudar com alguma dúvida. Se você ainda não viu, de forma mais específica, tratamos de diversos temas abordados acima em etapas anteriores da trilha. Confira aqui todas as edições.

Esperamos que tudo apresentado aqui contribua para o seu caminho.

Agradecemos sua participação.

Segue abaixo a oportunidade de nos dar seu feedback e sugerir alguma pauta.

Formulário.

Até a próxima semana!

Equipe Acionista.

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